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Habitação


10 de outubro de 2017

Prefeitura inicia a desobstrução e recuperação do Canal do Meio, no México 70

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Equipes da Sedup atuam na demolição dos barracos deixados pelas famílias que viverão nos conjuntos Penedo e Primavera

 

O sol entra pela janela do barraco e ilumina Maria de Lourdes dos Santos. Sentada em uma cadeira velha, a dona de casa reflete sobre a sua trajetória de 38 anos no México 70. A vida que construiu ali será memória até o final da tarde, quando ela mudará com a família para o conjunto habitacional Penedo, no Jóquei Clube. Assim que deixarem o local, a parede de madeira para onde olha fixamente será derrubada, como a de outras 306 moradias instaladas sobre o Canal do Meio. 

 

A demolição dessas habitações precárias é parte fundamental do processo de mudança das famílias para as 500 unidades dos conjuntos Penedo e Primavera, entregues oficialmente na semana passada. A parceria entre a Secretaria de Desenvolvimento e Urbano e Obras Públicas (Sedup) e a Secretaria de Habitação (Sehab) prevê que a remoção dos barracos tão logo as famílias mudem, a fim de evitar novas ocupações.

 

Por isso, Maria de Lourdes vive um misto de sentimentos. Ao mesmo tempo em que se alegra pela oportunidade de recomeçar a vida em um lugar estruturado e urbanizado, sabe que, ao deixar o local, não poderá retroceder. “É o dia de virar a página. Já fomos avisados que os barracos serão demolidos. Aqui nós vivemos dias muito difíceis, mas fico feliz em saber que eu estarei melhor, e os meus antigos vizinhos também”.

 

O secretário de Desenvolvimento Urbano e Obras Públicas, Léo Santos, confirma. Segundo ele, a remoção das famílias permitirá a reabertura do Canal do Meio. Com cerca de dois quilômetros de extensão, o curso d’água sofreu com a ocupação desordenada. Em determinados trechos, sua largura ficou restrita a 0,5 metro. O que ajuda a explicar os constantes alagamentos registrados no México 70 e Saquaré.

 

“Estamos resolvendo dois problemas crônicos. Primeiro, com moradias para essas famílias. Segundo, desobstruindo e limpando o leito do canal. Após a demolição desses barracos, vamos reabrir, aprofundar e criar uma calçada, para evitar novas ocupações. Em 60 dias, esse local já terá um aspecto totalmente diferente”.

 

Léo Santos explica ainda que, em boa parte da extensão do Canal do Meio, será possível manter uma largura de 12 metros e profundidade de 4 metros. “Essa intervenção deve reduzir em 60% os alagamentos nessa região. Começamos a trabalhar agora, e só vamos parar quando os barracos estiverem demolidos e o curso d’água recuperado”.

 

Nas moradias consolidadas, as famílias que não mudarão comemoram a novidade. “A desobstrução do canal, para nós, representa qualidade de vida. Sei que os meus filhos terão uma vida bem melhor do que a minha”, comenta o jardineiro Antonio Ramos, que vive há 43 anos no México 70.

 

Posto desativado – Enquanto trabalha nos barracos do Canal do Meio, a equipe da Sedup também atuou na demolição da antiga Unidade Básica de Saúde do Saquaré. Desativado há três anos, o equipamento estava abandonado, depredado, tornando-se cocheira e reduto de usuário de drogas.

 

 

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