#7 - Dos gramados de São Vicente à conquista da América

Atleta do Corinthians e ex-jogador do Santos já pintaram a América do Sul com as cores de São Vicente ao conquistar o título da Libertadores

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Atleta do Corinthians e ex-jogador do Santos já pintaram a América do Sul com as cores de São Vicente ao conquistar o título da Libertadores
 
A representatividade vicentina foi levada para fora do país com os atletas Adriano Pagode e Katiuscia Soares. As crias do Município engrandecem a várzea e relembram a trajetória de suas carreiras.
 
Katiuscia Fernandes Soares
 
Bicampeã brasileira e campeã da Libertadores da América em 2019, pelo Sport Club Corinthians Paulista, a lateral-direita Katiuscia iniciou seus primeiros chutes no São Vicente Atlético Clube, time pelo qual conquistou os Jogos Regionais de 2012.
 
O seu amor pelo esporte vem desde pequena, e o futebol foi o segmento escolhido para desfilar seus passos no canto direito dos campos. “A várzea representa o meu início, onde surgiu minha paixão. Sempre acompanhei meu pai nos terrões de São Vicente. O futebol representa tudo para mim, e ter uma família que ama minha profissão é um orgulho, ainda mais por poder representá-los”, comenta.
 
Como um gol aos 45 do segundo tempo, a atleta de 26 anos não imaginava que conseguiria marcar seu nome em uma das grandes equipes do país. Atualmente, a atleta é considerada uma das peças fundamentais da equipe da capital paulista.
 
Antes, Katiuscia passou por diversos times do Estado de São Paulo, entre eles, o XV de Piracicaba, Botucatu, São José do Rio Preto e pelo Santos Futebol Clube, onde também se sagrou campeã brasileira em 2017. 
 
Adriano Bispo dos Santos
 
Aos 34 anos, Adriano “Pagode”, apelido dado carinhosamente por seu avô, relembra momentos inesquecíveis vividos na várzea vicentina e na grande equipe do Santos em 2011. Devido as suas características físicas, no início da carreira, o franzino Adriano era chamado de “Zeca do Pagode”, “Pagodinho” e “Pagode”. Mas a festa que ele gostava era mesmo dentro campo.
 
Criado no Sá Catarina de Moraes, no bairro Catiapoã, em São Vicente, o futebol sempre esteve presente em sua vida, e dois times da Cidade tiveram a chance de ver o volante atuar em suas formações locais. São eles: Canto do Rio e São Vicente Atlético Clube.
 
“O time do São Vicente me deu o passo importante para poder chegar ao Santos. Através dele, tive a oportunidade de me profissionalizar. Eu não imaginava que um olheiro poderia me ver na várzea, e foi uma surpresa”, conta.
 
Ao relembrar seus momentos na primeira Vila do Brasil, o volante recorda as grandes rivalidades que existiam na época, principalmente entre o Canto do Rio, clube que ele defendia, e o Fátima Futebol Clube. “Ainda no sub-17, teve uma final pegada entre nós, mas de muita qualidade. A várzea proporciona isso. Nós ganhamos de 1 a 0, com um gol de falta meu”, relata.
 
Dali em diante, o jogador teve passagens por equipes como CRB, São Caetano, Grêmio e o majestoso time guiado por Neymar e Paulo Henrique Ganso. Em 2011, ao lado destes jogadores, o marcador conquistava a Libertadores da América, feito que os santistas aguardavam ansiosos há quase 50 anos.
 
“Depois do Pelé, só minha geração ganhou um título dessa expressão. Muita gente tem um carinho grande por mim. Ainda não tenho a dimensão de tudo. Quando eu olho para trás, vejo que tudo valeu a pena. Eu não mudaria uma vírgula”, finaliza.
 
Atualmente, o atleta está sem clube, mas segue analisando propostas para decidir seu futuro no mundo da bola.
 
As duas jóias nascidas em São Vicente são provas de que, no terrão, há um celeiro de craques, que apenas esperam colher os frutos de suas jogadas para ingressar no futebol profissional. Katiuscia e Adriano não ganharam apenas a América do Sul, mas representam, verdadeiramente, o coração de todos os amantes do futebol de várzea.
 
Por Caio Mendonça, Guilherme Sibilio, Henrique Miguel e Manoela Lopes

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