Um grupo de alunos da Unidade Educacional Pastor Joaquim Rodrigues da Silva (Náutica 3) mergulhou no conhecimento científico na manhã desta quinta-feira (11) durante a ‘LIVE: SHIP-TO-SHORE’. A conexão permitiu a interação dos estudantes com o professor-doutor Ronaldo Christofoletti (Unifesp) e demais cientistas internacionais, que se encontram a bordo do navio Falkor (too) em pesquisa na Cordilheira Mesoatlântica.
Um fato que chamou a atenção dos jovens participantes foi descobrir que, no momento da videoconferência, a embarcação, pertencente ao Schmidt Ocean Institute (organização internacional dedicada à pesquisa e à exploração dos oceanos) se encontrava em mar aberto, entre o Brasil e a África.
A missão científica investiga a Cordilheira Mesoatlântica, extensa cadeia montanhosa submersa que atravessa o Oceano Atlântico. Entre os temas abordados na videoconferência estiveram as placas tectônicas, as fumarolas hidrotermais (aberturas no fundo do oceano por onde saem água superaquecida, gases e minerais vindos do interior da Terra) e a descoberta de novas espécies marinhas, assuntos que fazem parte dos conteúdos estudados pelos alunos em sala de aula.
Promovida por meio do projeto Maré de Ciência, em parceria com o programa Escola Azul, a atividade proporcionou aos estudantes uma experiência inédita de aproximação com o universo científico. Durante a transmissão, os alunos puderam conhecer o trabalho desenvolvido por uma equipe formada por pesquisadores de diferentes nacionalidades, além de interagir diretamente com os cientistas e esclarecer dúvidas sobre as pesquisas em andamento.
A professora de Ciências da unidade, Márcia Franco, explicou que a escola foi selecionada para participar do encontro virtual, onde os pesquisadores apresentaram as instalações do navio, incluindo o passadiço — área de comando da embarcação —, os laboratórios e o robô submarino ROV Subastian, utilizado para explorar o assoalho oceânico.
Para a professora, experiências como essa contribuem para tornar a aprendizagem mais significativa. “Quando o estudante vivencia aquilo que aprende, o conhecimento ganha sentido. Ele deixa de estudar apenas para uma avaliação escrita e passa a compreender a importância do conteúdo para sua formação e vida profissional no futuro”, afirmou Márcia, completando que “a oportunidade de conversar com cientistas e conhecer uma pesquisa em andamento desperta o interesse pela pesquisa científica e amplia as perspectivas dos alunos sobre a ciência e o futuro profissional”.
A programação também integrou as ações desenvolvidas em referência ao Dia Mundial dos Oceanos, celebrado em 8 de junho. “Como forma de homenagear a data e reforçar a conscientização ambiental, os estudantes realizaram uma apresentação artística inspirada nos cinco oceanos, destacando a importância da preservação dos ecossistemas marinhos”, conclui a docente.
Por - Renato Pirauá