Após 22 anos dedicados ao atendimento de urgência e emergência em São Vicente, o socorrista Marcos Rodrigues encerra uma trajetória marcada por resgates, partos, vidas salvas e histórias que jamais esquecerá. Em homenagem ao Dia do Socorrista, celebrado em 11 de julho, ele relembra os momentos que marcaram sua carreira e deixa uma mensagem aos profissionais que seguem na missão de cuidar da população.
A paixão por salvar vidas surgiu ainda no início da carreira. Marcos começou a atuar na área de emergência em 1989, como bombeiro civil em uma indústria, experiência que despertou sua vocação para o atendimento pré-hospitalar e o motivou a cursar Enfermagem.
“Eu comecei a trabalhar com emergência em 1989, atuando como bombeiro civil em área industrial, e sempre me identifiquei muito com a área de primeiros socorros e resgate. Isso me levou a fazer Enfermagem”.
O ingresso na Prefeitura ocorreu em 2000, por meio de concurso público. Quatro anos depois, passou a integrar a equipe fixa responsável pelos atendimentos do 192, quando o serviço ainda funcionava junto ao Corpo de Bombeiros. Em 2007, acompanhou a inauguração da base própria do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) em São Vicente, permanecendo na equipe até os dias atuais.
“Fui nomeado por concurso público em 2000. Em 2004, a Secretaria da Saúde criou um serviço independente com equipe fixa para o atendimento do 192. A base era no Corpo de Bombeiros e fui convidado para fazer parte dessa equipe. Em 2007 foi inaugurado o Samu neste município, com base própria, e continuei na equipe. Ao todo, são 22 anos como socorrista deste município”.
Ao longo desse período, Marcos enfrentou ocorrências das mais diversas complexidades. Para ele, manter o equilíbrio emocional é uma das principais características exigidas de quem atua na linha de frente das emergências.
“Manter o controle emocional, mesmo em situações graves, é primordial. Uma coisa que sempre levo é que todos podem perder a cabeça num atendimento de emergência, menos nós, os socorristas. Temos sempre que nos manter bem para prestar um bom atendimento. Afinal, os cuidados não são apenas para salvar a vida das pessoas naquele momento, mas também para evitar que elas carreguem sequelas para o resto da vida”.
Entre centenas de atendimentos realizados ao longo da carreira, alguns permanecem vivos na memória.
“Vivi de tudo, e vários casos me marcaram muito. Uma vez, uma mãe trouxe o bebê dela que estava engasgando e, durante o socorro, ela se ajoelhou e implorou pela vida do filho. Graças a Deus conseguimos salvá-lo. Trabalhos de parto também me marcam bastante. É sempre muito gratificante ajudar a trazer uma nova vida ao mundo”.
Com a experiência acumulada ao longo de mais de duas décadas, Marcos também reforça a importância de que os chamados ao Samu sejam feitos com informações claras e precisas, permitindo que as equipes enviem o recurso mais adequado para cada ocorrência.
“O Samu trabalha também com o recurso do Suporte Avançado de Vida, que é uma ambulância tripulada por médico e equipada para atendimentos de maior complexidade. Para o deslocamento dessa viatura, é fundamental que as informações repassadas no momento da solicitação sejam precisas”.
Ao encerrar sua trajetória profissional, Marcos leva consigo o sentimento de dever cumprido e deixa uma mensagem aos colegas que continuarão exercendo a missão de salvar vidas.
“Sejam sempre pacientes e nunca deixem de estudar. O aprendizado contínuo faz toda a diferença no atendimento e na vida de quem precisa da nossa ajuda”.
Celebrado em 11 de julho, o Dia do Socorrista homenageia os profissionais que atuam no atendimento pré-hospitalar, prestando assistência rápida e qualificada em situações de urgência e emergência. Em São Vicente, esses profissionais desempenham um papel essencial no funcionamento do Samu, garantindo atendimento ágil e humanizado à população.