Celebrado em 25 de julho, o Dia do Motorista homenageia profissionais que, diariamente, percorrem quilômetros transportando muito mais do que passageiros. Na Secretaria da Saúde de São Vicente (Sesau-SV), eles levam pacientes, equipes, materiais e ajudam a garantir que o atendimento chegue a quem mais precisa.
Para Erick Ribeiro, de 45 anos, motorista da Sesau há 15 anos, a profissão representa liberdade. Antes comerciante, ele encontrou no volante a oportunidade de viver uma rotina dinâmica, marcada por novos trajetos e desafios a cada dia: "Eu ficava muito preso em um local no meu antigo emprego. Escolhi ser motorista justamente por essa questão de me deslocar, de estar a cada hora em um lugar diferente. Por isso gosto bastante desse trabalho".
Com a experiência acumulada ao longo dos anos, Erick acredita que ser um bom motorista exige muito mais do que habilidade ao volante. Para ele, atenção e responsabilidade são fundamentais, especialmente quando se transportam pessoas: "Tem que estar sempre atento, prestar atenção no trânsito, porque ele é sempre complicado. A gente corre o tempo todo o risco de acidente. Alguns maus motoristas e pedestres atravessam fora da faixa e cometem outras infrações. Então precisamos estar atentos o tempo todo. Quando levamos um passageiro, nossa função é fazer com que ele chegue bem, são e salvo ao destino".
Para Rodrigo Amaral, de 48 anos, dirigir é assumir diariamente a responsabilidade de cuidar da segurança de quem está sendo transportado. Há sete anos na Sesau, ele destaca que o zelo com as pessoas é o principal combustível da profissão: "Zelo na hora de dirigir é muito importante, tanto pelo equipamento que utilizamos no trabalho quanto pelas pessoas que transportamos. O mais importante é levar todos aos seus destinos com segurança e atenção".
Rodrigo guarda como lembrança mais marcante o início de sua trajetória na Secretaria, justamente durante a pandemia da Covid-19. Em um dos períodos mais desafiadores da saúde pública, participou intensamente do transporte de pacientes, materiais e, posteriormente, da logística da vacinação: "Muitas pessoas precisaram se afastar durante a pandemia, mas nós trabalhamos muito. Eu tinha acabado de chegar, e nunca havia trabalhado na área da saúde. Durante dois anos fizemos o transporte de pacientes com Covid, de materiais, buscamos insumos em São Paulo e, quando a vacina chegou, também participamos de toda a logística da vacinação. Vivemos tudo isso muito de perto".
Além da paixão pela profissão e das histórias vividas ao volante, Erick e Rodrigo compartilham outro sentimento em comum: o bom ambiente de trabalho e o carinho pelas pessoas com quem convivem diariamente na Sesau: "O ambiente de trabalho é muito bom. A convivência com os colegas e com os pacientes torna o trabalho mais leve", destaca Erick.