A tarde desta quinta-feira (3) foi marcada por aprendizado, diversão e muita criatividade na Unidade Educacional Antônio Pacífico (Jóquei Clube). A escola recebeu as atividades do projeto “Futebol Arte: Matemática e Invenção”, proposta extracurricular que combina a paixão pelo esporte, a experimentação artística e os conceitos matemáticos para estimular o interesse dos estudantes de forma lúdica e integrada.
O projeto funciona por meio de laboratórios práticos e colaborativos que usam os conceitos do futebol para abordar a matemática, trabalhando noção de espaço, tempo, entre outros.
Mais do que ensinar fórmulas ou táticas, a iniciativa buscou criar memórias e despertar a autoconfiança de cada criança. Ao misturar o universo dos gramados com a liberdade da criação e o desafio dos números, o projeto permitiu que os estudantes inventassem, desenhassem e, acima de tudo, se sentissem parte fundamental de um mesmo time.
Para o arte-educador Luiz Marq’s, um dos idealizadores da vivência, oferecer esse tipo de afeto e estímulo para a imaginação é um passo essencial para transformar a rotina da escola pública. "As crianças precisam de atividades extracurriculares que saiam um pouco dos processos escolares tradicionais para ter mais motivação no dia a dia. Trazer pessoas de fora para integrar o futebol, a arte, a matemática e a invenção é revolucionário para a educação. Sabendo que as crianças gostam de futebol e por vezes enfrentam dificuldades na matemática, quando juntamos tudo em um processo educativo, provocamos o aluno a ter uma perspectiva diferente sobre o aprendizado".
A experiência movimentou os corredores da unidade e conquistou os estudantes, que vivenciaram momentos de cooperação e aprendizado prático. Para a aluna Marina, de 9 anos, o destaque do dia foi a oficina de artes. "Eu amei por causa da pintura. O nome do meu time é Vagalumes e nós vai ganhar", comemorou a estudante.
Já Luiz, de 9 anos, ajudou na confecção dos trabalhos e vibrou com a dinâmica. "Eu achei muito legal hoje. Foi o dia que eu mais gostei da minha vida. Eu escrevi papelinhos para pôr nos quadros", contou.
Por Leonardo Matos