Ao longo de 12 anos como agente comunitária de saúde, Cristina Ribeiro dos Santos, de 65 anos, viu crianças crescerem, acompanhou famílias em diferentes momentos da vida e transformou atendimentos em vínculos que ultrapassam as portas da unidade. Na ESF Sambaiatuba, onde atua atualmente, ela encontrou no contato diário com os munícipes a essência de seu trabalho: cuidar, orientar e fazer parte das histórias de quem vive no território.
Cristina considera que o trabalho do ACS é acompanhar a saúde dos cidadãos e ser uma porta de entrada do munícipe na unidade de saúde, além de incentivar a promoção da saúde. Por esse motivo, mantém sempre uma boa relação e contato com a população, participando de projetos como caminhadas e alongamentos, com o intuito de incentivar hábitos saudáveis.
“Eu me realizo todos os dias em que consigo resolver um problema e ajudar um munícipe. É gratificante ver que nosso esforço em ajudar começa a surtir efeito. Com uma equipe maravilhosa, como a nossa enfermeira Luciana, conseguimos dar esse suporte ao vicentino”, compartilha Cristina.
Os anos de histórias e serviços prestados trazem diversas experiências, e a agente comunitária de saúde considera que acompanhar cada fase da vida dos munícipes é uma alegria. “Tem crianças cujas mães acompanhei durante a gravidez e que hoje estão quase chegando à adolescência. É incrível ver que faço parte dessas histórias”, comentou a profissional.
Com histórias que se tornam marcantes, Cristina costuma ajudar diversas pessoas e criar vínculos com todos. Idosos se transformaram em amigos, tornando a unidade um local seguro e de apoio para os cidadãos. No entanto, sempre existe uma história que marca mais.
“Acho que o caso mais marcante foi o de uma família que vive em uma situação de pobreza. São dois irmãos que têm alguns problemas de saúde mental e não têm ajuda nenhuma. Consegui, há pouco tempo, uma aliada, que é assistente social, e estamos correndo atrás dos documentos deles. Já estamos bem perto da regularização. É isso: cada dia uma emoção, transformar a vida das pessoas para melhor”, contou Cristina.
Para a supervisora dos agentes comunitários de saúde (ACS), Rita Bulhões, Cristina é uma profissional incrível, que conhece muito bem o território, além de ser engajada com os munícipes, “Desde que assumi a supervisão, tenho acompanhado o trabalho dela e, além de cumprir suas atribuições como ACS, mantém um excelente vínculo com o território”, elogiou a supervisora.