Acompanhar de perto a utilização da professora virtual ANE, receber feedbacks e identificar possíveis melhorias na ferramenta foram os principais objetivos da visita técnica realizada pela Associação Nova Escola à UE Sebastião Ribeiro da Silva (Tancredo), nesta terça-feira (1º). Responsável pela ferramenta de inteligência artificial, a instituição vem trabalhando em parceria com a Secretaria de Educação (Seduc) de São Vicente para apoiar os profissionais da rede na elaboração de planos de aula e atividades pedagógicas. A visita também contou com uma reunião com professoras, coordenação pedagógica e responsáveis técnicos da Seduc.
Lisa Palone, professora que já utiliza o recurso, detalha a experiência em sala de aula. Segundo ela, a ANE tem contribuído para melhorar a qualidade do trabalho pedagógico e otimizar o tempo de planejamento. A professora explica que a ferramenta permite elaborar atividades diferenciadas dentro do currículo e adaptar as propostas às necessidades específicas de alguns estudantes. “Ela tem me ajudado bastante a otimizar meu tempo. Tenho um planejamento que preciso cumprir durante todo o ano, dividido em trimestres, e a ferramenta me possibilita criar atividades diferenciadas dentro do currículo. Os alunos necessitam de propostas específicas, então, ela me auxilia de forma interdisciplinar em tudo o que preciso trabalhar”.
Coordenadora pedagógica da unidade, Cristina Borges destaca a importância dessas ferramentas para os professores, alunos, e para a própria unidade. "Quando a gente fala sobre a IA na sala de aula, é pra ajudar na otimização de tempo, planejamento diversificado, e a plataforma da Nova Escola é uma ferramenta muito legal para a gente, porque ela está alinhada bem ao BNCC (Base Nacional Comum Curricular). Além do mais, está alinhada à base curricular de São Vicente, e São Vicente é a pioneira da Baixada, ao usar esse sistema, e vem dando bastante respostas positivas".
Ana Lígia Scachetti, diretora da Associação Nova Escola, destaca como a inteligência artificial é aplicada e integrada à base curricular educacional da Cidade. "Nós trabalhamos com a Secretaria de Educação de São Vicente e com professores para integrar ao currículo local, as diretrizes pedagógicas da rede e os documentos pedagógicos. A inteligência artificial aprende com a forma que aplicamos. Então, o professor pode tirar dúvidas sobre todas as aulas, começar com dados da avaliação, para entender em que fase cada criança está, onde cada criança precisa ser apoiada”, detalhou Ana Lígia".
Por Maria Fernanda Lopes