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Santos - São Paulo - Brasil, 12 de julho de 2024.
21/05/2024
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Brincadeiras africanas e indígenas integram Semana do Brincar em São Vicente

A Semana do Brincar está chegando com o tema "Vem pra roda: no ritmo do brincar". De 27 de maio a 2 de junho, as unidades educacionais da rede municipal de São Vicente estarão unidas nessa iniciativa, destacando a importância do brincar para o desenvolvimento das crianças e promovendo atividades variadas em diversos contextos.

 

Para deixar a semana bem divertida, a Secretaria da Educação (Seduc) disponibilizou um leque de brincadeiras e intervenções musicais nas escolas. O cardápio traz sugestões em diversos formatos. O Programa “Somos Muitas Cores” (Procor), da Seduc, integra essa programação, apresentando às crianças da educação infantil brincadeiras das culturas africana e indígena. 

 

Do grupo Palavra Cantada, os pequenos vão conhecer “Yapo”, que em tupi-guarani significa “barro”, uma brincadeira musical que traz como mensagem “eu não sou triste, eu serei feliz”, além de trabalhar a expressão corporal. 

 

Dentre as brincadeiras do continente africano, estão “Terra-mar” (Moçambique), “Meu querido bebê” (Nigéria), “Da ga” (Gana e Nigéria), Pombo (Gana) e Gutera Uriziga (Ruanda).

 

No “Terra-mar”, a sala é dividida por um risco. De um lado fica a terra, do outro, o mar. Uma voz de comando indica para que lado os competidores devem saltar. Vence aquele que seguir corretamente as orientações, sem errar.

 

O “Da ga” (que significa jiboia) assemelha-se ao tradicional pega-pega, só que em uma área desenhada no chão, que limita a casa da cobra. A criança sorteada para ser a jiboia fica dentro do retângulo, enquanto as demais tentam fugir. Conforme os jogadores são pegos, unem-se à serpente para buscar os demais jogadores. Vence aquele que não for capturado.   

 

Em “Meu querido bebê”, um dos participantes se ausenta, enquanto o escolhido pelo grupo deita-se no chão e tem o corpo contornado por giz. O desafio é descobrir quem foi o “bebê” desenhado.

 

Já no “Pombo”, sete pedras são colocadas no chão. A regra consiste em jogar para o alto uma dessas pedras e pegar outra, sem deixar cair a que foi atirada. A cada rodada, soma-se uma pedra a ser removida, até que todas sejam retiradas.

 

Para finalizar, a "Gutera uriziga" exige pontaria dos competidores, que devem acertar bolas ou bastões na circunferência de um bambolê em movimento. Vence quem pontuar mais.

 

Tradição - Além das brincadeiras oferecidas pelo Procor, há outras tradicionais voltadas à educação infantil, como “Aponte o que ouviu”, “Ar, terra e mar”, “Escravos de Jó”, “Desenho Coletivo”, “Pega-pega jacaré” e “Cadeira quente”. As cantigas folclóricas também estão no rol de opções para os pequenos, como “Fui no Itororó”, “Meu limão, meu limoeiro”, “Marinheiro só”, entre outras. 

 

Para os anos iniciais, as sugestões são o “Círculo de adivinhações”, “Modelando”, “O imperador”, “Feitiço contra o feiticeiro”, “Adivinhação rimada” e muito mais. “Brincar é fundamental em todos os aspectos do desenvolvimento infantil, e promover ações como essa ajuda os pequenos a se divertirem e criarem memórias”, ressalta a secretária da Educação, Nivea Marsili.

 

A Semana do Brincar está instituída como lei em São Vicente desde 2017, mobilizando escolas municipais sempre na última semana de maio. A proposta é fortalecer o movimento, convidando para a abertura toda a sociedade vicentina para o brincar - ato que traz a alegria, que promove o encontro e que propicia a confiança.

A programação segue o evento mundial promovido pela ‘Aliança pela Infância’, com o objetivo de mobilizar e sensibilizar a todos sobre a importância do brincar e a essência da infância.

 
Por - Renato Pirauá

 

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