Secretaria de Saúde realiza pesquisa sobre bairros com maior incidência do mosquito Aedes aegypti

Com os dados coletadas, profissionais iniciaram a intensificação das ações e vistorias

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A equipe de Controle de Vetores da Unidade de Vigilância em Zoonoses (UVZ) realizou, em outubro, o levantamento rápido de índices para Aedes aegypti. O resultado obtido foi uma amostragem para indicar as próximas ações a serem tomadas pela UVZ para o controle do mosquito e para minimizar os possíveis casos de dengue, chikungunya e zika, entre outras enfermidades.
 
Durante 15 dias, os profissionais da equipe realizaram vistorias em 3.435 imóveis escolhidos de forma aleatória em todas as áreas do Município, seguindo o sistema da Superintendência do Controle de Endemias (SUCEN).
 
Foram encontradas larvas em toda a Cidade, mas o estudo apontou quais bairros estão mais infestados: Parque Continental, Humaitá, Rio Branco, Quarentenário, Samaritá e Boa Vista. 
 
Os dados mostraram ainda quais são os recipientes em que mais foram encontradas larvas: ralos de quintal, subsolo de edifícios, pratos para vasos de plantas, bandejas de geladeira, latas de bebida, garrafas e potes de plástico. 
 
Após os dados coletados, no mês de novembro, a equipe iniciou a intensificação das ações de vistorias, começando pelo Parque Continental. Foram colocados cartazes informativos nos comércios e escolas do bairro sobre o índice larvário, além da realização de vistorias nas unidades escolares, entrega de panfletos, apresentação de teatro de fantoches, orientações na Unidade Básica de Saúde e fiscalização sanitária.
 
“A ação realizada pelas equipes de saúde é apenas um dos caminhos para a redução dos casos. Nós precisamos do apoio da população. Receber os agentes de combate à endemias (ACE), ouvir e seguir as orientações que são passadas por eles, com toda certeza ajudará a minimizar a situação dos criadouros. É muito importante não deixar água parada nos recipientes que ficam do lado de fora de casa. Esse controle é um trabalho conjunto entre nossa equipe e os vicentinos”, destacou Giselle Ferreira Azevedo Pinto, responsável técnica da UVZ.
 
Segundo o último Boletim Epidemiológico, comparando o mesmo período de 2021, no Brasil, em 2022 ocorreu aumento de 182,0% de casos de dengue e 84% de chikungunya.
 
Por Emerson Nascimento