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Santos - São Paulo - Brasil, 16 de junho de 2024.
10/03/2021
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Parte 3 - As Calungas : Três fardas, muito orgulho
Mulheres fortes que escolheram servir e, literalmente, vestir a camisa
 
Por muito tempo, o meio militar foi uma área exclusiva para os homens e as mulheres enfrentaram uma guerra para poder ingressar neste universo. Hoje, a luta continua e os frutos estão sendo colhidos. A presença feminina se torna mais frequente nos batalhões e nas bases de operações, e em São Vicente isso não poderia ser diferente.

A vicentina Walkiria dos Santos, 47 anos, sempre se viu de farda. O sonho de menina se tornou profissão de mulher. Em 2014 ela fez o concurso para Guarda Civil Municipal (GCM), de São Vicente, e quatro anos depois foi chamada para ingressar na corporação. A espera valeu a pena. “Sempre quis ser GCM. Para mim é um sonho realizado, meu maior orgulho”.


A área de segurança sempre esteve em suas veias. Antes de entrar para a instituição, Walkiria era vigilante de uma rede de supermercados, mas sempre cultivou a sua vontade de servir. “Quando passava por uma policial militar ficava olhando e me imaginando.” Além de tudo, ela também convivia com o exemplo do irmão, que é guarda municipal há mais de 17 anos.
Depois de conquistar a tão sonhada farda, a guarda municipal não quer parar e sabe que chegou até aqui com a força feminina. “A mulher é vida. Nós somos o principio. Eu tenho muito orgulho de ser mulher.”

Seguindo a mesma trilha de Walkiria, a estudante de biologia Vanessa Ferreira decidiu entrar para a Polícia Ambiental, como uma forma de unir a teoria e a prática. "É gratificante. Eu estou aqui para dar o meu melhor e aprender cada vez mais".

Nesses dois meses de serviço ela não se arrepende e já tem história para contar. No último sábado de fevereiro, participou do resgate de uma cobra coral, espécie altamente venenosa. Com esse começo emocionante, ela espera poder continuar o trabalho tão importante.

Já para Maria do Carmo Pares, 48 anos, que ocupa a posição de guarda segunda classe da Ronda Ostensiva Municipal Urbana (Romu), a corporação trouxe um novo propósito. Ela decidiu que iria se especializar em segurança depois de experiências traumáticas. “Sempre trabalhei em comércio, até passar por dois assaltados. Fui fazer o curso de vigilante e me apaixonei pela área. Foi uma mudança de vida”.

A Romu, equipe em que Maria trabalha, faz parte da GCM, porém atua em locais de maior incidência de criminalidade, como assaltos, furtos, uso e tráfico de entorpecentes. O serviço requer um treinamento diferenciado, do qual ela se orgulha de fazer parte.

Para a agente de segurança, a corporação vai além do uniforme: é um aprendizado diário, que proporciona uma nova visão. “Mudança no olhar, na minha vida profissional e pessoal. Sou mãe de quatro filhos adultos, porém mudou até a forma de criação. A gente passa a ver com outros olhos a área social.”

Maria ocupa um espaço que por muito tempo foi negado. “O dia 8 de março é um protesto. É para lembrar que mulheres morreram no passado, lutando para se emancipar, para que eu pudesse estar aqui fazendo parte de uma equipe especializada. Hoje vejo uma safra de jovens entrando com muita garra e isso me anima bastante.”


 

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Por: Maria Angélica Medeiros                                         


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