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Santos - São Paulo - Brasil, 12 de junho de 2024.
15/04/2021
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O azul também é a cor do amor quando o assunto é conscientizar sobre o autismo
Prefeitura ganha iluminação especial para lembrar o Abril Azul, mês de conscientização sobre o Transtorno do Espectro Autista

Mesmo nestes tempos difíceis, em que o mundo trava a batalha contra a Covid-19, não podemos deixar de lado o trabalho de conscientizar a população sobre outros temas importantes e presentes na sociedade. Por isso, o Paço Municipal de São Vicente está iluminado de azul, para lembrar as pessoas do Abril Azul, mês de conscientização sobre o Transtorno do Espectro Autista - TEA ou autismo.

O Transtorno do Espectro Autista é um transtorno do neurodesenvolvimento, caracterizado por déficit na comunicação social e comportamental. Por ser denominado espectro, divide-se em vários subtipos (níveis). Segundo estimativas, atualmente, o Transtorno do Espectro Autista (TEA) atinge, no Brasil, cerca de 2 milhões de pessoas.

A Organização das Nações Unidas - ONU, em 2008, estabeleceu o dia 2 de abril como sendo o Dia Mundial de Conscientização do Autismo, com o objetivo de ampliar o conhecimento sobre o tema e acabar com o estigma em torno da condição.

Uma das explicações para a cor azul, usada para simbolizar a causa, é porque há maior incidência de casos de autismo em pessoas do sexo masculino. Estatisticamente, um em cada 54 nascimentos é de crianças autistas, sendo quatro meninos para uma menina. Mas o significado é mais amplo, já que o azul estimula o sentimento de calma e equilíbrio, além de auxiliar em situações em que a criança, por exemplo, apresenta uma sobrecarga sensorial, algo que precisa ser lidado com sabedoria para o bem-estar dela.

Outros símbolos também podem ser utilizados para representar o TEA, como peças de quebra-cabeça ou laço. O mais importante é a representação do tratamento ou a neurodiversidade.
Em São Vicente, existe uma rede especializada de atendimento formada por: Núcleo Municipal de Atendimento ao Autista (Numaa 1 e 2), Atendimento de AEE nas escolas, Projeto Profissionalizante 1 e 2, Centro Dia Casa Anderson, APAE e as salas especiais nas escolas regulares.
 
Infelizmente, em razão da pandemia, os espaços estão funcionando apenas de forma remota, mas costumam promover atividades como aulas interativas e oficinas de movimento e educação física. A ação é realizada com o apoio de professores e atendentes especializados.
 
Em São Vicente, são aproximadamente 560 autistas segundo dados da equipe de Inclusão da Secretaria de Educação (Seduc). “Temos que falar sobre o autismo em diferentes perspectivas, considerando os direitos garantidos nas diversas complexidades, o combate à violência e preconceitos, e o respeito à individualidade e autonomia. Quanto mais compartilharmos essas informações, mais pessoas conhecerão e entenderão sobre o TEA”, conclui Marta Maria Schuertz, supervisora da Educação Inclusiva.

Na área da Saúde, de acordo com a Diretoria de Atenção Especializada (DAE), os atendimentos destinados às crianças e adolescentes do espectro autista estão sendo realizados de forma híbrida, através de atendimento online e presencial, respeitando todas as normas e protocolos orientados pela Vigilância Sanitária.

Nesta semana, as crianças atendidas no CAPS Infantil - Centro de Atenção Psicossocial, também participaram da programação em alusão ao Abril Azul, realizando atividades lúdicas durante os atendimentos técnicos de referência. E elas esbanjaram criatividade na hora de passar o recado, pedindo mais “amor” e “compreensão” da sociedade.

“É importante ressaltar que mesmo diante deste processo pandêmico é fundamental a participação da família no cotidiano da criança/adolescente, estimulando e seguindo a proposta terapêutica singular construída entre a família e terapeuta”, destaca a enfermeira e diretora de Atenção Especializada (DAE) de São Vicente, Liliana Dall' Amico De Angelis.

Por Peterson Gobetti
 
 
 
 
 


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