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21/06/2021
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#2 - Camisa pesada: Clubes enriquecem tradição do futebol vicentino
Primeira Cidade do Brasil também é uma das pioneiras na várzea
 
O futebol é capaz de unir diferentes culturas e origens por uma só causa. Sua essência proporciona momentos emocionantes, que marcam a vida de bilhões de pessoas no mundo. A primeira Cidade do Brasil segue as tradições do país do futebol, e possui em suas origens forte engajamento na prática do esporte mais assistido e disputado no planeta, sendo uma das pioneiras no Estado de São Paulo. 
 
A Liga Vicentina de Futebol Amador, fundada em 26 de junho de 1938, é a segunda mais antiga da região paulista, e a única da Baixada Santista a ser filiada à Federação Paulista de Futebol (FPF).  

Enriquecendo a tradição do Município, há diversos clubes amadores que contribuem com o espírito competitivo, uma das principais marcas do esporte.

Recanto da Vila
Entre diversos tradicionais e gloriosos clubes, está o Recanto da Vila, representado pelo seu presidente, e um dos principais nomes da várzea vicentina ao longo dos anos, Sergio Aparecido Lima, conhecido como ‘Serginho do Recanto’, que começou sua trajetória no clube ainda utilizando uma máquina de escrever. Nos anos 80, boa parte da população local se mobilizou e, assim, foi sendo criada uma das maiores paixões no futebol amador vicentino. 
 
O clube entrou na 2ª divisão varzeana em 1990. Fez campanha invicta e chegou à final, para enfrentar a equipe do Canto do Rio (mais um grande time repleto de conquistas no futebol amador). A importância do jogo era tamanha, que o responsável pela arbitragem da decisão foi José Aparecido de Oliveira, profissional histórico que apitou a final do Campeonato Brasileiro profissional de 90, entre Corinthians e São Paulo, competição que trouxe ao Timão seu primeiro título nacional. O jogo terminou com a expulsão de um atleta do Canto do Rio, que dizia se sentir orgulhoso por “ter recebido cartão vermelho de um árbitro que apitou uma final de Brasileirão”. 
 
O estádio lotado assistiu à vitória do Canto do Rio por 1x0, e a tristeza do Recanto. Com o resultado, os campeões garantiram acesso à 1ª divisão. Porém, devido à grande campanha, os vice-campeões também garantiram vaga na elite. A trajetória dali em diante foi de inúmeras vitórias e conquistas.
 
Com a oportunidade de representar São Vicente após a conquista da liga em 1997, o Recanto foi classificado para o torneio de futebol amador organizado pela Federação Paulista de Futebol, em 1998. O campeão teria a oportunidade de disputar o torneio. Para o presidente, este foi um dos grandes momentos da história do clube. Dentro de campo, o Recanto avançou até a semifinal, mas acabou eliminado pelo Triagem, equipe de Osasco. O placar do jogo foi 6x1, porém Serginho conta que a equipe vicentina foi prejudicada. “O almoço servido à equipe trouxe mal-estar a diversos jogadores do nosso elenco”, explica. 
 
O clube, além de colecionar grandes títulos e jogadores, foi essencial na reformulação da várzea vicentina, com Departamento Jurídico e definição de regras que trouxeram mais organização aos torneios. A instituição move paixões, torcedores engajados que dedicam suas vidas ao clube. São décadas de amor e tradição no futebol da Cidade. 

 
Flor de Maio
O Flor de Maio, fundado em 11 de junho de 1974, é mais um ícone que carrega a bandeira do esporte vicentino. 
Ao longo destes 47 anos de história, a sala de troféus quase não tem mais espaço. São diversos títulos nas categorias jovem e veterana, incluindo a Liga Vicentina e Copa Brahma, além de conquistas nas quadras de futsal e society. 


 
“Com muito orgulho, temos em nosso elenco jogadores consagrados como Marcelo Fernandes, Marcelo Passos, Joel, Gaspar, Valdir Gomes, Ailton, Manoel e o maior jogador da história da várzea vicentina, Neizinho”, conta o presidente do clube, Alexandre de Marcos. 
Ele agradece ao futebol por proporcionar lazer e momentos inesquecíveis. “O esporte representa um grande lazer para o Flor de maio, que proporciona momentos com nossos familiares e amigos em todos os jogos. Tenho enorme gratidão por pessoas que, com muito orgulho, colaboram para mantermos essa agremiação na ativa”, concluiu. 
 
Ferroviária
A Associação Atlética Ferroviária é um dos mais antigos nomes vicentinos no futebol amador, com quase 72 anos de existência. 
O presidente do clube, Adriano Alves, carinhosamente apelidado de ‘Fafi’, faz questão de enfatizar que todos os títulos conquistados até aqui foram importantes, enriquecendo a história da tradicional equipe. Os mais recentes foram da Copa Sespor, categoria veterana dos 50 anos em 2016, e dos 60 anos em 2019. 
O presidente agradece ao esporte: “O futebol varzeano representa muito para a sociedade, que transmite a alegria e o amor que as pessoas sentem pelo seu time de coração. A Ferroviária para mim é uma paixão sem explicação, um clube humilde e muito carismático”.



 
Gaviões
Outro clube que move paixões em São Vicente, há quase 34 anos, é o Gaviões do Caxeta. O vice-presidente da equipe, Valdir dos Santos, conta o clube não era tão conhecido no Município. No entanto, em 2019 atingiu o seu ápice, conquistando o título da Liga Vicentina.
Atualmente, ele conta que o Gaviões está em evidência por conta da conquista e agradece ao torcedor. “Nossa torcida é maravilhosa e apaixonada. Sem palavras para definir”, disse Valdir, que ainda lembrou da histórica partida empatada diante da equipe do Smok, pelo inacreditável placar de 7 a 7.
 
Estas são apenas algumas histórias da várzea vicentina, que ainda tem diversos outros grandes times. A Prefeitura Municipal de São Vicente, por meio da Secretaria de Esportes (Sespor) e a Secretaria de Imprensa e Comunicação Social (Seicom), promove, a partir desta segunda-feira (21), uma série de recordações do futebol amador da Cidade, com exposições e reportagens. O futebol proporciona emoções que vão muito além de “22 homens correndo atrás de uma bola”. Envolve sentimento, paixão e superação e reúne pessoas que dedicam suas vidas por um propósito: serem felizes através do esporte. 
 
Por Guilherme Sibilio


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