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Santos - São Paulo - Brasil, 27 de maio de 2024.
04/09/2021
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Casal Jolie e Pit vive firme e forte há nove anos
Ele tem temperamento mais arisco. Ela é mais calma, mas vivem bem desde 2012 como casal
 
Qual é o segredo de se viver harmoniosamente como casal? Pit é mais arisco e a Jolie é mais calma. Talvez seja esse o ingrediente de eles viverem há nove anos juntos. Não! Não estamos falando dos atores famosos de hollywood, Brad Pit e Angelina Jolie – mesmo porque sabemos que se casaram em 2014 e ficaram apenas dois anos juntos...
 
Trata-se do casal “estrela”, que até o último sábado (28) residia no Parque Ecológico Engenheiro Tércio Garcia, em São Vicente. Mas quem é essa dupla que leva o nome do famoso ex-casal das telonas? Quem conta a história deles é a bióloga do Parque Ecológico, Carla Cerqueira.
 
“Jolie e Pit é nosso casal de Tucanos-toco (Ramphastos toco). Ele está há bastante tempo no Parque, desde 1999, ela, desde 2012. Ele é bem mais arisco do que ela. Ela é mais tranquila, mas vivem bem.”
 
A bióloga, que acompanhou a transferência não só do casal de tucanos, mas também da iguana macho Martin e de 14 jabutis, até o Instituto Rio Itariri, em Pedro de Toledo, no sábado (28), ressalta que “espera que seja uma adaptação tranquila, que eles estão ganhando um recinto amplo, bonito e receberão todos os cuidados. Além disso, enviamos toda a ficha médica deles, tudo que eles passaram aqui, qual a alimentação, quais são as ambientações”.
 
Por que Jolie e Pit? Carla conta que os nomes foram escolhidos porque os tucanos são muito lindos, com suas cores exuberantes, então, por isso o galã do Parque merecia um nome de galã das telas. “Daí quando chegou a fêmea, virou Jolie”.
 
A bióloga explica que até então o nome da fêmea era “Tadeu” porque pensavam que ser um macho. Mas a dúvida foi tirada por meio de um exame de DNA, que comprovou que a ave era fêmea. “Como ela foi fazer par com Brad Pitt, virou Angelina Jolie. O casal famoso se divorciou, mas o nosso casal continua firme e forte”, comenta, sorrindo, Carla.
 
Quem também acompanhou os animais durante o trajeto para Pedro de Toledo foi a ajudante geral do Parque Ecológico, Elsa Horto, que ficou triste com a partida do casal de tucanos. “Desde dezembro e 2011 eu cuidava das dietas e interagia com eles. Eu me sinto um pouco triste pela transferência, mas, ao mesmo tempo feliz em saber que eles conseguiram um lugar aconchegante e vão ficar bem onde estão agora”.
 
Essa história estará também nas redes sociais da Prefeitura. Então, fique ligado!
 
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Tucanos-toco ou Tucanuçu – Um casal de tucanos-toco, também popularmente chamados de Tucanuçu, estava entre os animais transferidos para o Instituto Rio Itariri. O macho está em fase de troca de penas da cauda e ambos receberam uma dieta especial para aguentar a viagem. 
 
Instituto Rio Itariri - Desde sábado (28) essa é a nova moradia do casal Pit e Jolie, além da Iguana macho Martin, que estará com sua nova companheira, a Morgana, que vive no Instituto desde 2013 e (2), também, de quatorze jabutis, das espécies tinga e piranga, e também híbridos, que viviam no Parque Ecológico Engenheiro Tércio Garcia, em São Vicente. 
 
De acordo com a bióloga do Instituto, Aline Regina dos Santos, para a transferência desses animais de São Vicente para Pedro de Toledo, ela conta que a equipe do Parque Ecológico entrou em contato informando que alguns animais iriam ser colocados à disposição. “Na listagem enviada nos interessamos por algumas espécies e temos autorização de manejo para elas. Negociamos quais seriam os primeiros animais a serem transportados”. 
 
O Instituto Rio Itariri está registrado como mantenedor de fauna silvestre perante o Ibama e Secretaria do Meio Ambiente. “São quase 80 hectares e temos hospedados, aproximadamente, 200 animais de 20 espécies diferentes”, comenta Aline. Ela acrescenta que já receberam animais de demais empreendimentos, de outros parques ecológicos e do próprio Ibama. “Recebemos um tamanduá de São José do Rio Preto, por exemplo”.
 
Adaptação - Aline explica que, como são animais que estavam em outro local, o protocolo a ser seguindo “é toda vez que um animal diferente chega ele fica um tempo de quarentena. A gente consegue observar como o animal está, se ele vem se adaptando, se apresenta algum estresse ou não, para depois juntar com outros animais aqui do Instituto”.
 
A bióloga comenta que o Instituto tem ainda interesse em outros animais do Parque Ecológico Tércio Garcia. “Preferimos ir fragmentando, parcelando a vinda desses animais por conta do transporte. Entre as espécies que virão para cá, o mocho orelhudo, o tucano de bico verde e o Carcará já estão em nossa listagem.”
 
Quem quiser conhecer mais sobre o Instituto Rio Itariri pode acessar:
 
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Novo momento do Parque Ecológico 
 
De acordo com o secretário de Turismo (Setur), Renato Marchesini, o ano de 2020 foi desafiador para todos e para o Parque Ecológico não foi diferente. Além da pandemia de Covid-19, o local enfrentou outro problema grave, com os deslizamentos das encostas dos morros de seu entorno, transformando o local em uma área de risco, motivo pelo qual está fechado até hoje, por interdição da Defesa Civil.
 
Marchesini explica que alguns animais tiveram de ser remanejados para outros locais no Parque, assim como o prédio onde funcionava o setor de medicina veterinária e biologia. “Precisou ser evacuado para proteção dos funcionários”, afirma o secretário. 
 
Considerando estas dificuldades, somadas à visão da atual gestão da Setur, e ciente de que o Parque precisa estar em consonância com os ideais dos zoológicos modernos, a Pasta decidiu transferir algumas espécies para outra instituição mantenedora de fauna silvestre. “Desta forma, os animais que permanecerão no Parque terão seus recintos ampliados e diversas ações estão sendo planejadas para melhorar o bem-estar deles, dentro dos pilares de conservação, estudo e pesquisa, e de educação ambiental”, explica Marchesini.
 
O Parque Ecológico, além de permanecer com algumas espécies nesta importante remodelagem, abordará atividades educativas e contemplativas relacionadas à Mata Atlântica, como plantio de mudas, horta urbana, jardim sensorial, observação de pássaros, atividades e oficinas culturais, esportivas e de educação ambiental.
 
Texto: Carmen Doria
Fotos: Tadeu Filho

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