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Santos - São Paulo - Brasil, 20 de maio de 2024.
10/02/2022
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Tio se emociona com doação de órgãos do sobrinho que morreu aos 18 anos: "demos esperança a alguém"
"Sabíamos da importância da doação de órgãos. Diante de um cenário triste, conseguimos dar esperança a alguém". Esse relato é de Joelson Vicente, tio de Willian Vicente Pagliari, jovem que faleceu aos 18 anos de idade por Traumatismo Cranioencefálico (TCE), após se acidentar de moto, na sexta-feira (4).
 
Após a confirmação da morte de Willian, a equipe do Crei de São Vicente acolheu a família com carinho e questionou a possibilidade de doação dos órgãos. Joelson relembra que os familiares não hesitaram em sinalizar positivamente para o procedimento. "Infelizmente nosso garoto perdeu a vida precocemente. Entretanto, havia a possibilidade de reacender a luz de outra pessoa. Lá de cima, o Willian está, certamente, orgulhoso desse ato".
 
Com o 'sim' da família, os profissionais acionaram a Organização da Procura de Órgãos (OPO), para uma avaliação técnica dos órgãos. Foi concluído que seria possível a doação do fígado, pulmão, pâncreas e rins. 
 
A captação foi realizada no sábado (5), um dia após o óbito. Para isso, uma equipe médica de São Paulo foi até o Crei de helicóptero, para não ultrapassar o tempo máximo que os órgãos podem aguardar até serem realocados.
 
A doação não é novidade para a família Vicente, que já foi contemplada em duas oportunidades. "Com apenas 3 meses e meio de vida, meu filho, Gustavo Vicente, teve dengue hemorrágica choque. Ficou entre a vida e a morte. Graças à bondade de outras pessoas, conseguimos doação de plasma, plaquetas e sangue", relembra Joelson. Hoje, o filho está saudável, com 11 anos.
 
Além de Gustavo, o irmão de Joelson, Jenilson Vicente, recebeu doação de rins há aproximadamente dez anos.
 
O sepultamento de Willian foi realizado nesta segunda-feira (7). Com emoção, o tio ressalta o legado deixado pelo sobrinho. "Ele era um menino bom, alegre e sonhador. Era luz na vida das pessoas. Carregaremos para sempre em nossos corações". 
 
Joelson concluiu o relato enaltecendo a importância da doação de órgãos. "Estender a mão ao próximo é mostrar que você não está despreocupado com os problemas alheios. Neste momento, graças à doação dos órgãos do Willian, outra família está feliz, celebrando a vida".
 
Doação
A doação pode ser de órgãos (rim, fígado, coração, pâncreas e pulmão) ou de tecidos (córnea, pele, ossos, válvulas cardíacas, cartilagem, medula óssea e sangue de cordão umbilical). Órgãos como o rim, parte do fígado e da medula óssea podem ser doados em vida.
 
A doação de órgãos de pessoas falecidas só é permitida após a confirmação do diagnóstico de morte encefálica.
 
Para se tornar doador, é fundamental informar esse desejo aos familiares que, após a morte, optarão ou não pelo procedimento.
 
Como fazer a doação no momento da morte de um familiar
Um dos membros da família pode manifestar o desejo de doar os órgãos e tecidos ao médico que atendeu o paciente ou à comissão intra-hospitalar de doação de órgãos e tecidos do hospital.
 
O contato também pode ser feito com a Central de Transplantes, que tomará as providências necessárias. 
 
Por Guilherme Sibilio

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