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Santos - São Paulo - Brasil, 21 de maio de 2024.
03/04/2023
NOTÍCIAS
São Vicente está entre as três primeiras cidades do litoral paulista com menor coeficiente de mortalidade infantil
Avaliação constante da condição de risco da gestante e a detecção de mulheres portadoras de sífilis estão entre as ações de destaque que fizeram com que, pelo segundo ano consecutivo, São Vicente ficasse no top 3, entre as nove cidades da Baixada Santista, que têm o menor índice de mortalidade infantil para cada mil bebês nascidos vivos.
 
Os dados do coeficiente foram analisados e revelados nesta semana, durante a reunião mensal promovida pela Direção Regional de Saúde (DRS), que contou com a presença de representantes de todos os municípios do litoral paulista. Nos três primeiros meses de 2023, São Vicente registrou 9,6% na taxa de mortalidade infantil. Esse número é considerado bem baixo em comparação com outras municipalidades, que passaram de 30% nos índices de coeficiente.
 
Desde o início da gestão, a Secretaria de Saúde (Sesau) vem desenvolvendo ações de acompanhamento constante e acolhimento às grávidas do Município para reduzir os números cada vez mais.
 
Esse atendimento é realizado pelos agentes da Diretoria de Atenção Primária à Saúde (DAPS) e da Maternidades Municipal, pois são os profissionais que estão em conversa e consulta com as gestantes que apresentam gravidez de risco, que graças ao trabalho contínuo e eficaz, são identificadas no primeiro atendimento nas unidades de saúde.
 
Durante toda consulta e acolhimento do pré-natal, realizado em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBS)/Estratégias de Saúde da Família (ESF), são avaliadas as condições das futuras mamães. As que apresentam gravidez de risco são inseridas, automaticamente, em uma planilha, e monitoradas, quase em tempo real, pela Secretaria de Saúde. 
Alguns casos, que apresentam maior risco, são encaminhados para a Maternidade Municipal. Outros, vão direto para o Hospital Guilherme Álvaro (referência para gestações de risco na Baixada Santista), mas todos são monitorados pela Sesau.
 
No ano passado, para um acompanhamento mais eficaz, as médicas da Maternidade Municipal assumiram a Central Obstétrica de Atendimento Secundário (Coas), que funciona dentro da Unidade Básica de Saúde Central. Três obstetras da Maternidade compõem o Coas, que também tem ajuda e parceria de grupo de alunos da Faculdade de Medicina da UNILUS - Centro Universitário Lusíada, que faz o acolhimento e acompanhamento dessas gestantes de risco.
 
Outra ação importante desenvolvida com as gestantes é a notificação de sífilis em tempo real. O teste para detectar a doença é realizado na abertura do pré-natal. Se a gestante acusar positivo para sífilis, inicia o tratamento imediatamente. As notificações ficam online e é possível fazer o acompanhamento da paciente quase em tempo real.
 
Para a secretária de Saúde, Michelle Santos, o momento é de comemorar a conquista pelo baixo número, mas as equipes já estão criando e desenvolvendo novas estratégias para diminuir ainda mais o índice. “Me alegra saber que nosso trabalho está sendo recompensado com bons resultados. Queremos a cada ano reduzir ainda mais essa porcentagem, e ajudar as mães a gerarem bebês saudáveis e fortes”.
 
Por Emerson Nascimento


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