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Santos - São Paulo - Brasil, 12 de junho de 2024.
20/06/2023
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Futebol é coisa de Mulher? Copa do Mundo feminina é tema de atividades em UE

A 30 dias do início da Copa do Mundo de Futebol Feminino, que acontece na Austrália e Nova Zelândia de 20 de julho a 20 de agosto, a Unidade Educacional Mário Covas Jr (Parque das Bandeiras) anuncia o projeto “Futebol é coisa de mulher?”.

O objetivo é dar à competição feminina o mesmo peso visto no masculino e, assim, trabalhar de maneira interdisciplinar conceitos como empoderamento, direitos sociais, história, entre outros. O verde e amarelo, claro, vão tomar conta da escola durante as quatro semanas de evento, com bandeirinhas, cartazes e muita torcida pela seleção canarinho.

O projeto partiu do professor de educação física, Michel Leite Viana. “O futebol é, sem dúvida, o esporte mais popular da cultura brasileira. Entretanto, no âmbito escolar, além da prática nas aulas e dos torneios escolares (os famosos interclasses) precisamos refletir também sobre as diferenças de gênero, sociais, econômicas, políticas e culturais que, como num passe de mágica, parecem não existir ao comemorarmos um gol da seleção ou do nosso clube de coração”, justifica o docente.

“No decorrer da competição, os alunos conhecerão sobre a origem do futebol, as variações da modalidade (com o futsal, society, entre outras), a proibição da prática pelas brasileiras entre 1941 a 1979 e demais informações as quais serão trabalhadas as disciplinas de educação física, língua portuguesa, matemática, geografia, história, arte, inglês e ciências”, acrescente a diretora da UE, Ana Cristina Homsi. 

 

Clima de Copa - Michel lembra que a cada quatro anos o País para em razão da Copa do Mundo de futebol masculino. É, sem dúvida, um fenômeno de massas poderosíssimo. O povo pinta as ruas, as calçadas, os muros, meios fios, bandeirinhas verdes e amarelas são penduradas nos postes, a bandeira do Brasil tremula nas janelas, desenha-se caricaturas dos jogadores nas paredes, compram-se álbuns de figurinhas. “Somos tomados nesse período por um sentimento de nação, de pertencimento, que nos envolve numa só causa, uma só emoção. Vibramos coletivamente energias positivas endereçadas aos craques da seleção, na torcida para que eles nos tragam mais uma taça”, afirma o professor, lembrando que o mesmo evento, quando praticado por mulheres, não consegue despertar igual paixão na população brasileira, nem atrair o interesse da mídia. “Queremos refletir acerca do assunto, e também intervir na realidade concreta, ajudando a sociedade a mudar a visão que tem do futebol feminino, preparando a escola para receber esse grande evento mundial. Faremos pesquisas sobre a biografia das jogadoras, a história do futebol feminino, produziremos pôsteres e cartazes com as atletas, o mascote e escudo da seleção, vamos confeccionar as bandeiras dos países participantes, manteremos atualizada a tabela do torneio. Acredito que com tanta luta, tanta superação e tantas vitórias, podemos afirmar e responder a pergunta inicial: futebol é sim coisa de mulher, sim”.

  

Por - Renato Pirauá

 

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