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Santos - São Paulo - Brasil, 23 de junho de 2024.
22/06/2023
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#3 Dia do Imigrante: O amor venceu! Aluna senegalesa é acolhida pelos colegas
 
Comemorado no domingo (25), o Dia do Imigrante é celebrado por todos os cantos do maior país da América do Sul, conhecido pela receptividade a pessoas que adotam o Brasil como segunda pátria. 

Em São Vicente, tal pluralidade é notória, também, no universo escolar, com um professor e vários alunos estrangeiros integrando a rede municipal de ensino.

Nesta terceira reportagem, de uma série de quatro iniciada na terça-feira (20), apresentamos a história da estudante de uma unidade educacional do Centro de São Vicente, que é senegalesa e veio com a família residir no Brasil para tentar uma melhor oportunidade de vida. 
 
Meu irmão branco…
Quando eu nasci, eu era negro
Quando eu cresci, eu era negro
Quando eu vou ao sol, eu sou negro
Quando eu estou com frio, eu sou negro
Quando eu estou com medo, eu sou negro
Quando eu estou doente, eu sou negro
Quando eu morrer, eu serei negro

Léopold Sédar Senghor (poeta e primeiro presidente do Senegal, em 1960)

Recém chegada às terras brasileiras, a aluna da Unidade Educacional Regina Célia dos Santos, Ndeye Mboup, 5 anos, já pousou diretamente na Primeira Cidade do Brasil. A aluna veio do Senegal há 2 meses junto com seu pai, mãe e irmão. 
 
Omar Mboup, 42 anos, é o patriarca da família e contou à equipe de reportagem que chegou ao Brasil em 2013 em busca de uma melhor qualidade de vida. No início, o pai veio sozinho e só uma década depois conseguiu reunir toda a sua família. 
 
Para facilitar a adaptação da pequena Ndeye em São Vicente, os pais optaram por matriculá-la na escola. “No começo foi muito complicado para ela: a comida, a cultura, o clima... Agora, com a ajuda da escola está mais fácil; recebemos um grande suporte”. 
 
A diretora da UE, Priscilla Perales, relata como foi o desafio de receber uma aluna estrangeira. “No primeiro dia ela chorou muito. Foi complicado, nós não falávamos a língua dela e nem ela a nossa, mas eu gosto de dizer que o amor venceu. Depois desse choque inicial, a escola virou uma festa. Ela veio igual uma princesa, as outras crianças ficaram encantadas”. 
 
A família e a UE sabem que tudo é muito recente, o caminho é longo, mas todos já estão muito felizes com o percurso. “Está sendo um momento de muita alegria. Ela é super amorosa e acolhedora, apenas a tratamos do mesmo jeito”. 
 
“Queremos que Ndeye sinta que pertence ao grupo, ela já está bem enturmada”, finaliza a diretora. 
 
Texto: Mariana Pinho
Apoio: Renato Pirauá
Fotos: Tadeu Filho

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