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Santos - São Paulo - Brasil, 12 de junho de 2024.
22/07/2023
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#2 Dia do Escritor - Damiana escreve sobre empatia e respeito
O papel de um livro pode ser o de informar, divertir, assustar, elevar a autoestima, apresentar mundos paralelos entre tantas outras possibilidades. Responsável por mexer com a imaginação das pessoas, o escritor tem uma data comemorativa específica no Brasil. O dia 25 de julho foi instituído como o Dia Nacional do Escritor em 1960, com a realização do I Festival do Escritor Brasileiro, numa iniciativa da União Brasileira de Escritores (UBE).
 
Em São Vicente, professores e professoras da rede municipal têm motivos para festejar, com histórias publicadas para todas as idades. Afinal, é comum que a leitura de livros seja apresentada à criança no ambiente escolar - e quanto mais cedo, melhor. 
 
Esta segunda reportagem, da série que segue até terça-feira (25), apresenta a professora-escritora Damiana Albuquerque, que em 2021 publicou simultaneamente dois livros infanto-juvenis que tratam de assuntos pertinentes, como quebra de tabus e tolerância.

Em 2021, Damiana Albuquerque plantou duas sementinhas em forma de livros infanto-juvenis: “Cacal e Gigi em a linguagem do coração”, escrito em parceria com seu companheiro Reginaldo Bombini,  e “Nem toda menina gosta de cor-de-rosa”. Os frutos serão colhidos pelos pequenos leitores e leitoras, apresentados à possibilidade de um mundo com livre escolha, empatia, cooperação e amor.
 
Pertencente ao quadro da Unidade Educacional Renan Alves Leite, a pedagoga traduziu no livro todo o seu trabalho de longa data voltado à Cultura de Paz na rede municipal de São Vicente. 
“Já há alguns anos tenho como um propósito de vida divulgar a Cultura da Paz  nas minhas relações, convivência e principalmente no trabalho com as crianças e jovens. Acredito que juntos podemos ter o mundo que sonhamos começando com as crianças que são os nossos tesouros do presente futuro”.
Damiana destaca que a ideia de escrever para crianças e jovens “nasceu de experiências com crianças nas escolas por onde trabalhei  e, principalmente, com nossas filhas e filho”. “Cacal e Gigi”, por exemplo, conta a história de duas amigas que por meio da comunicação não violenta fizeram brilhar uma grande amizade. “Gigi, uma girafa, ajuda Cacal, uma chacal, a falar a linguagem do coração, trazendo grandes ensinamentos de empatia, cooperação e amor”, detalha.

Já “Nem toda menina gosta de cor-de-rosa” traz um diálogo sobre o brincar e como os brinquedos e brincadeiras de meninos e meninas fazem uma divisão que dificulta o desenvolvimento espontâneo e pleno da criança. Com o apoio da mãe, a pequena Beatriz rompe barreiras e passa também a  brincar de  carrinhos, skate e a surfar sendo feliz, sem se preocupar com os julgamentos sociais. “Introduzir assuntos essenciais para a vida como respeito, cooperação, paz, empatia por meio de histórias é muito mais prazeroso e divertido”.

Sobre a junção de lecionar e escrever, a pedagoga vê como uma união perfeita.  “Acredito no poder transformador da educação, principalmente em se tratando de alfabetização. É muito gratificante acompanhar o despertar para o mundo da leitura e da escrita de uma criança. Vê-la passando pelas hipóteses de escrita até estar alfabetizada, lendo e escrevendo suas impressões do mundo”.

Seus livros foram publicados na versão física pela editora Metanóia, com o selo especial de crianças diversas, e podem ser adquiridos pelo site. 
 
Currículo - Damiana Albuquerque atua há 23 anos como professora, sendo  15 na rede municipal de São Vicente. Como secretária de Educação de São Vicente, em 2016, introduziu o programa de Cultura de Paz nas escolas. Sobre a contribuição para a literatura, o objetivo é deixar como lição a importância de se construir um mundo melhor, sem violências. Entre as suas inspirações, estão O Pequeno Príncipe (lido na infância) e Mundo de Sophia (que conheceu na adolescência). “Esses dois livros provocaram uma explosão de sentimentos e sensações em mim. Sorrir, chorar, sentimentos de amor, amizade e também curiosidade. Eu provei o poder avassalador que a leitura provoca nas pessoas, tocando o coração e libertando a imaginação”.
 
Por - Renato Pirauá

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