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Santos - São Paulo - Brasil, 04 de março de 2024.
15/12/2023
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Mostra 'Brasil em Cena' traz pluralidade artística em dois dias de apresentações

 

Chegou ao fim na noite desta quinta-feira (14) a mostra “Brasil em Cena - danças, canções e emoções”, levando ao palco do Sest Senat (Náutica 3) variadas manifestações artísticas - do samba ao rock, do rap ao baião, passando pelo forró, capoeira, bossa nova e carnaval.

 

Durante dois dias, os mais de 500 alunos das 22 oficinas oferecidas pela Secretaria de Cultura de São Vicente (Secult) apresentaram a arte por meio da dança, da música e do teatro. No total, foram 25 performances tendo como protagonistas crianças, jovens, adultos e idosos.

 

No saguão de acesso ao auditório, o público apreciou a exposição com produções de artesanato, literatura, escultura, cinema, pintura em tela e serigrafia. Já a oficina de iluminação ficou responsável pelos efeitos de luzes nas exibições. 

 

O evento marcou o encerramento do ano dos cursos livres desenvolvidos desde junho, em diferentes modalidades e voltados à formação cultural. “Este foi um espetáculo preparado para todos que vieram prestigiar, mas em especial para os nossos alunos que se dedicaram muito para esse momento”, destacou o secretário de Cultura, Alexandre Rodrigues, no primeiro dia de mostra.

 

Coordenadora do Programa de Formações Culturais, Juliane Rodrigues Afonso discursou sobre o quanto praticar a arte contribui para a felicidade humana. “Faça um desenho engraçado ou uma carinha no purê, dance em casa depois do trabalho ou da escola, cante no chuveiro, escreva um poema de seis linhas, finja ser o Conde Drácula. Busque o melhor que puder e, mesmo que não mostre para ninguém, você verá que já foi recompensado e fez sua alma crescer”.

 

O conselho da Juliane é conferido na prática, como conta Josefa da Hora da Silva, 74 anos, inscrita na oficina ministrada pela instrutora Cynthia Panca. “O doutor (Yago Torres, médico da Unidade Básica de Saúde do Quarentenário) me ‘receitou’ a escrita poética e agora estou aprendendo a ler”, conta a moradora do Quarentenário, que chegou ao curso sem saber assinar o nome e hoje consegue escrever. “Minha vida melhorou depois do curso”.

 

Residentes no mesmo bairro, Josefa Maria de Jesus, 75, e Maria de Lurdes Santos Andrade, 69, nasceram em Paripiranga (BA) e vivem em São Vicente há mais de 25 anos. “Estou conseguindo ler as palavras. Por causa da oficina, voltamos para a escola e estamos na EJA da UE Raul Rocha do Amaral”, orgulha-se Josefa Maria. “Tive dez filhos, e todos sabem ler e escrever. Agora chegou a minha vez”, completa Maria de Lourdes.

 

 

Texto - Renato Pirauá

Fotos - Marcel Caldeira

 

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