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Santos - São Paulo - Brasil, 24 de fevereiro de 2024.
19/01/2024
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Entre linhas e pincéis: Os bastidores da 41ª Encenação da Vila de São Vicente
Nos bastidores da 41ª Encenação da Fundação da Vila de São Vicente, há preparativos que dão vida ao maior espetáculo de areia do Mundo. Dos figurinos renascentistas à arte da maquiagem, conheça os segredos por trás da encenação que conta a história da Primeira Cidade do Brasil e cada detalhe dessa produção liderada por 3 mulheres - Sabrina Olimpio, Carol Pagano e Geyssa Alencar -, que inicia nesta sexta-feira (19).
 
Com uma produção imersiva, a equipe de figurino transporta os espectadores para o século XVI. Trajes portugueses inspirados em descrições históricas e vestimentas indígenas autênticas e ricas em cultura são elaborados, destacando detalhes como bordados, padrões de costura e cores da paleta que a equipe visualizou durante a pesquisa realizada. A equipe se baseou em descrições históricas e ilustrações da época.
 
Para os homens, os trajes eram estruturados com calças largas e capas. Já para as mulheres corpetes e anquinhas, saias longas e volumosas, golas e mangas bufantes.
 
Ao projetar os trajes dos indígenas, a equipe concentrou-se na autenticidade cultural, incorporando elementos específicos de tribos que habitavam a região naquela época. Cores naturais, tecidos tradicionais e adornos foram cuidadosamente escolhidos para refletir a diversidade e a riqueza da cultura indígena tupiniquim.
 
A equipe de maquiagem escolhe uma abordagem onde equilibra fidelidade histórica e praticidade. Modelos de maquiagens faciais europeias e pinturas corporais indígenas são cuidadosamente aplicados, garantindo durabilidade durante as apresentações ao vivo. Houve uma pesquisa sobre à época para ser fidedigno, pois um dos principais desafios foi unir a fidelidade histórica, com a necessidade de garantir que a maquiagem fosse prática para os atores e visível para a audiência.
 
Inclusão na pré e pós produção
 
Em uma inovação, a arena assume um novo formato, oferecendo um espaço exclusivo para Pessoas com Deficiência (PCDs). Sem telões, garantindo assim que todos possuam acesso livre à vista do mar, proporcionando uma experiência única durante a chegada da caravela.
 
As diretoras expressam sua alegria em liderar esse grande evento, destacando a dedicação e amor que permeiam cada detalhe. Neste ano, a Vila de São Vicente destaca a sustentabilidade, utilizando materiais humanos e objetos cênicos de bambu, resultando em uma narrativa colorida e leve.
 
A diretora Sabrina Olimpio compartilha como o sentimento com a experiência de poder realizar um espetáculo de grande porte. "Eu sou uma apaixonada pelo que faço, e poder compartilhar um pouco disso tudo com cada um deles é muito especial, me sinto privilegiada por poder ter mais uma vez essa experiência única, que é estar à frente desse grandioso espetáculo, não somente pelo tamanho, mas, principalmente, pela importância e o valor que a comunidade dá para tudo isso. Existe muita entrega e muita verdade na parte deles, então procuramos valorizar o que temos de mais precioso. Nossas mãos que são esses sonhos guardados no coração de cada um, que irá contar de forma única a nossa história."
 
O prefeito de São Vicente, Kayo Amado, ressalta a alegria com o retorno do espetáculo aos moldes originais:
 
“Para mim é emocionante viver esse momento na Cidade. Saber que o espetáculo será comandado e dirigido por um trio de mulheres lança um ânimo ainda maior, principalmente por elas terem uma visão, ao mesmo tempo, sensível e corajosa, trabalhando a temática da reconstrução, da fé e da inclusão. Estou muito feliz com os caminhos que estamos seguindo, e tenho certeza de que a população vai gostar muito do trabalho que será realizado”.
 
Questionada sobre como a equipe lida com os desafios logísticos para realizar a apresentação, Sabrina comenta:  "Ao longo desse trajeto, somos uma equipe unida. Muitas mãos que, com determinação e esforço, transformam nossas ideias em realidade. Mesmo diante dos desafios de um evento ao ar livre, estamos confiantes de que ofereceremos uma apresentação deslumbrante para a população vicentina. Este ano, a introdução de uma orquestra no centro da passarela acrescentará a magia das cordas, enriquecendo ainda mais a encenação".
 
Já a diretora Carol Pagano elencou como um dos principais desafios, a questão do prazo: “O tempo, sem sombra de dúvidas, é um desafio.  No entanto, temos muitas pessoas envolvidas, cuidando do elenco e da equipe. Juntar toda essa história, que é tão rica, no maior palco de areia do mundo, é maravilhoso!”, declarou.
 
Narrativas
 
Segundo a diretora Sabrina, a abordagem narrativa busca simplicidade, mas com algumas licenças poéticas, mantendo-se sutil para não se distanciar das expectativas do público. A meta é representar todos os espectadores na arena, proporcionando uma experiência onde todos possam sair mais leves, felizes e imersos na atmosfera única que está sendo construída. 
 
Com as 3 mulheres liderando o espetáculo, no centro do poder criativo, nota-se que terá muita arte, música e dança para ser uma noite mágica, consagrando, assim, mais um ano do patrimônio imaterial de São Vicente, a Encenação.
 
Desde o início dos anos 1980, a Encenação busca emocionar ao recriar os momentos cruciais da chegada de Martim Afonso de Sousa e sua expedição, que culminaram na fundação da Vila de São Vicente, em 22 de janeiro de 1532. Apresentada na Praia do Gonzaguinha em temporadas anuais, a produção cênica passou por adaptações e inovações ao longo dos anos. 
 
A 41ª Encenação da Fundação da Vila de São Vicente é incentivada via Lei Rouanet, do Ministério da Cultura. A realização é da Prefeitura de São Vicente, por meio da Secretaria de Cultura (Secult), e do Instituto Adesaf. O evento conta com patrocínio da Brasil Terminal Portuário (BTP).


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