O Hospital do Vicentino recebeu, nesta quinta-feira (24), um treinamento da Organização de Procura de Órgãos (OPO) voltado ao Programa de Doação e Transplante. A capacitação foi direcionada aos profissionais que integram a Comissão Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplante (CHDOTT) da unidade, e teve como foco os protocolos relacionados à identificação de potenciais doadores, abordagem familiar e etapas envolvidas no processo de doação de órgãos e tecidos.
A atividade foi conduzida por Edjane Borelli, coordenadora da OPO da Escola Paulista de Medicina, que abordou temas como notificação de possíveis doadores, tipos de doadores, legislação vigente, o papel dos profissionais envolvidos na captação, prazos para transporte dos órgãos e as etapas do processo de doação.
“Aqui no Brasil, o protocolo é bem seguro. Ele é instituído pelo Conselho Federal de Medicina, desde 2017. Então, para ocorrer a captação de órgãos, primeiro tem que atestar morte cerebral. Para isso, é necessária a realização de exames clínicos feitos por dois profissionais, prova de apneia (que comprava que o paciente não respira sem o respirador) e, além disso, uma prova de imagem que comprove a inatividade elétrica cerebral ou ausência de fluxo. Confirmado, a unidade de saúde, através da sua CHDOTT, notifica a Central de Transplantes, que repassa a informação para nós da Organização de Procura de órgãos ”, salientou Edjane Borelli.
A coordenadora ainda frisou a importância das melhores práticas para a abordagem familiar, com foco em uma comunicação clara e humanizada: “Primeira coisa que o profissional deve fazer é ter o cuidado, carinho com aquele familiar que perdeu um ente querido. Explicar o que foi feito para salvar a vida dele e, posteriormente, sobre a possibilidade de doação. É realizado um trabalho com esses familiares, no qual recebem o apoio de uma equipe multidisciplinar que explica todo o processo. Caso haja recusa, não seguimos. Tudo vai depender da vontade da família. Lembrando que a autorização deve ser realizada por parentesco de 1º ou 2º grau”.
Entre as participantes da capacitação estava Maria Helena Mendes, enfermeira responsável técnica do centro cirúrgico do Hospital do Vicentino: "O treinamento de hoje foi muito importante. Consegui aprender bastante, principalmente sobre o transporte de pulmão e coração. Explicaram como é feito e a maneira correta de realizar a manutenção desses órgãos até que cheguem ao paciente”.
“Quero agradecer à equipe da OPO pelo treinamento realizado aqui no Hospital do Vicentino. Foi uma oportunidade para ampliarmos nossos conhecimentos e aprimorarmos as práticas relacionadas à doação de órgãos, algo tão importante para salvar vidas”, salientou a secretária da Saúde, Michelle Santos.