Collant, meia-calça e sapatilhas passaram, recentemente, a fazer parte da vida de 30 meninas que estudam na Área Continental de São Vicente. Com idade entre 7 e 9 anos, o grupo participa da oficina de balé, com aulas ministradas na própria escola onde estão matriculadas, a UE Jorge Bierrenbach Senra (R. Luiz Ferreira Morgado, 1783 - Jardim Rio Branco).
As aulas acontecem sempre no primeiro dia útil da semana, das 17h45 às 18h30, mas esta segunda-feira (1º de setembro) será especial para elas, pois para a maioria celebrará pela primeira vez o Dia Nacional da Bailarina.
Com experiência de 20 anos, Dany Gonçalves é a responsável pelos primeiros passos das meninas, que começam desde cedo a compreender que o balé vai além da dança. “Trabalhamos coordenação motora, psicomotricidade, lateralidade, musicalidade e ritmo, disciplina e determinação nas nossas aulas de balé”, detalha,
Diretora da UE, Michelle Cristina da Silva destaca que o projeto é muito importante para comunidade, dando a oportunidade de acesso à cultura, à diversidade musical, ao trabalho em grupo e à satisfação de se apresentar para familiares e convidados. “O balé, com sua disciplina e beleza, transcende o movimento, ensinando-nos a importância da dedicação, da expressão e da conexão entre o corpo e a alma”, pontua a diretora.
Dia da Bailarina - O dia 1º de setembro foi escolhido para celebrar a data por marcar o nascimento da sueca Marie Taglioni, em 1804, uma das primeiras bailarinas a dançar nas pontas dos pés, não apenas como efeito acrobático, mas como recurso artístico, trazendo mais graça e fluidez aos movimentos. Foi ela também que imortalizou o uso do tutu romântico, a famosa saia branca de tule, até a altura da panturrilha.
Por Renato Pirauá