Com ações contínuas de acolhimento e cuidado com a saúde mental, a Prefeitura de São Vicente, por meio da Secretaria da Saúde (Sesau), promoveu mais uma ação alusiva ao Janeiro Branco, realizada na tarde desta quinta-feira (29), na Praça 22 de Janeiro. A iniciativa foi idealizada pela Coordenação de Saúde Mental de São Vicente, em parceria com os Caps (Centro de Atenção Psicossocial).
O encontro envolveu todas as unidades dos Caps da Cidade, fortalecendo o autocuidado e o vínculo entre profissionais e pacientes.
Diálogo e acolhimento, distribuição de panfletos com frases positivas, oficinas terapêuticas e culinárias estão entre as atividades realizadas.
Os participantes compartilharam doces produzidos na oficina de culinária, panos de prato pintados, decorações e vasos confeccionados pelo grupo de artesanato, além da ikebana – arte japonesa de arranjos florais, cuja finalidade é promover conexão com a natureza. Também houve apresentações culturais, alongamento, oficina terapêutica com massagem e práticas de conexão com a natureza.
Moradora do Estado do Piauí, Maria José Conceição Silva estava de visita a São Vicente. A turista aproveitou o passeio para fortalecer os métodos de autocuidado e rede de apoio. “Se deparar com um evento como esse durante a viagem é lindo. É um momento de conexão com a natureza. Estou muito grata pelo acolhimento dos profissionais”, declarou.
Milena Maia Souto Lima, paciente do Caps, também aproveitou a ação. “Frequento a unidade há um ano. É muito importante ter ações como essa, porque nos fazem bem e ajudam a combater o preconceito para com o Caps. O cuidado com a saúde mental é muito importante”, compartilhou.
“A gente se preocupa muito com as doenças físicas, e esquece que, muitas vezes, elas podem ser causadas por questões relacionadas à saúde mental, que é parte da nossa saúde como um todo. A ideia é romper com o estigma de que o Caps é um lugar para pessoas ‘loucas’. Ele é, na verdade, um espaço para qualquer pessoa que esteja em sofrimento psíquico e precise de ajuda ou orientação. Não é apenas um local para consultas médicas e medicação, mas também para conversar e desabafar”, explica a coordenadora de Saúde Mental, Maria José.