A Prefeitura de São Vicente, através da Guarda Civil Municipal (GCM), divulgou o balanço das ações realizadas durante o Carnaval. Por meio do grupamento Guardiã Maria da Penha, equipes atuaram nos principais pontos de concentração de blocos e bandas com orientações e acolhimento ao público.
Durante os dias de festa, aproximadamente 600 mulheres receberam informações sobre violência doméstica, canais de denúncia e formas de buscar atendimento.
“Tivemos a oportunidade de atuar justamente no período em que há mais risco de abuso e violência contra a mulher. Conseguimos orientar cerca de 600 mulheres sobre como procurar atendimento e como agir em situações de violência doméstica. O saldo foi muito positivo”, explicou o comandante da GCM de São Vicente, Rubens Goes.
O grupamento Guardiã Maria da Penha é especializado no combate à violência doméstica e acompanha mulheres com medidas protetivas. O serviço também atende presencialmente na Avenida Capitão-Mor Aguiar, 798, no Centro, de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h, para orientações e denúncias.
Atendimentos e orientações
Além das orientações gerais, a equipe realizou atendimentos individuais. Uma mulher procurou a tenda após ter pedido de medida protetiva negado pela Justiça. Em outro caso, uma moradora informou que a vizinha sofria agressões e decidiu denunciar após receber orientação.
Uma jovem relatou sofrer violência do namorado e foi orientada a registrar boletim de ocorrência. Já outra foliã procurou ajuda após um homem tentar beijá-la sem consentimento. As equipes fizeram buscas e orientaram a vítima a utilizar os totens de segurança da orla e seguir por área com maior circulação de pessoas.
As equipes também auxiliaram famílias na identificação de crianças com pulseiras, facilitando a localização em meio ao grande fluxo de foliões.
Operação integrada
A operação contou com atuação integrada de diferentes setores da GCM, incluindo ROMU, ROTAM (inclusive com patrulhamento em motos), Canil, efetivo a pé e equipes de apoio operacional, garantindo presença constante nos eventos.
A ação integrou ainda a 2ª edição do projeto “Carnaval Sem Assédio”, que percorreu blocos, bandas e a Arena TH+ Band, na praia do Itararé. A campanha levou materiais educativos, orientações sobre assédio e canais oficiais de denúncia, além de atendimento jurídico imediato às vítimas.
O projeto é fruto de parceria entre a Secretaria de Direitos Humanos e Cidadania (Sedhc) e o Centro de Referência e Apoio à Vítima (Cravi), com apoio do Conselho Municipal de Promoção da Igualdade Racial (Compir), Conselho Municipal dos Direitos da Mulher (Comdim), Conselho Municipal de Políticas LGBT (Conlgb) e do próprio grupamento Guardiã Maria da Penha.