O Fundo Social de Solidariedade de São Vicente realizou, nesta segunda-feira (23), a aula inaugural dos cursos profissionalizantes do primeiro semestre. Ao todo, 195 alunos participam das capacitações de Corte e Costura (iniciante e avançado), Corte e Costura – Bolsas e Nécessaires, Artesanato, Crochê, Maquiagem e Panificação (colomba pascal, pão de mel e bolo de cenoura), com turmas distribuídas nas sedes da Área Insular, da Área Continental e na Secretaria de Serviços Públicos (Sesp).
Durante o encontro, foram apresentadas as professoras e repassadas orientações sobre o funcionamento das turmas, o uso das apostilas, os materiais fornecidos pelo Fundo Social e os canais oficiais de comunicação. Também houve um momento de interação e esclarecimento de dúvidas.
“Esse curso de geração de renda é importante porque a maioria das participantes são mulheres. Elas têm várias jornadas, então essa linha de cursos que o Fundo Social proporciona permite uma geração de renda rápida, com viés de empreendedorismo. Elas podem organizar a própria carga horária, produzir, cuidar do lar, dos netos e dos filhos. Agrega de forma positiva: dinheiro rápido, uma nova profissão. Elas se descobrem de diversas maneiras, numa modalidade que muitas vezes nunca viram ou aprenderam, e isso também gera comercialização”, destacou a diretora do Fundo Social, Llays Godoi.
“Eu sempre acho importante a chegada das novas alunas, porque ainda não têm contato comigo. Eu também aprendo com elas, pois trazem dúvidas, e isso melhora o meu trabalho. As antigas continuam fazendo bem aquilo que ensinei, e as novas chegam com a expectativa de não saber fazer nada. Depois, vejo elas produzindo. As novatas são preciosas. No curso manual, elas desenvolvem a coordenação motora. Muitas chegam mais tensas e, aos poucos, vão relaxando e desenvolvendo essa habilidade”, ressaltou a professora do Fundo Social, Aldair Sena Almeida Hypólito.
“O curso é sobre costura, que eu já faço, mas não de forma profissional. Para mim, é uma oportunidade, porque vou saber realmente o que estou fazendo e vou ter um certificado. É algo de que eu gosto, mas também é uma fonte de renda. Posso fazer peças diferentes, criar modelos e, quem sabe, abrir uma loja. É bom de todo jeito, não só financeiramente”, afirmou a aluna Ana Margarida Bueno Semedo, de 76 anos.
“Quando eu era pequena, minha avó e minha mãe faziam costuras, então eu já entendia um pouco. Aos 17 anos, fiz uma peça inspirada na Madonna, toda à mão, e ficou idêntica. Desde menina, gosto realmente de costura e agora quero me especializar”, completou a aluna.
Por Julia Guedes Rodrigues de Lima