Após estudos minuciosos e tratativas junto ao Governo Federal, a Prefeitura de São Vicente oficializa a conquista de R$ 10 milhões anuais fixos para custeio da saúde pública. Os repasses serão feitos pelo Ministério da Saúde, sob aval do ministro Alexandre Padilha.
A medida atende uma demanda antiga apresentada pela Secretaria da Saúde (Sesau), na qual a Prefeitura apresentava dados relativos aos serviços e atendimentos prestados, cuja verba destinada pela União não comportava os gastos da gestão municipal, acarretando um déficit orçamentário e consequente defasagem no serviço.
Recordando o longo percurso até o anúncio do Governo Federal, o prefeito Kayo Amado destacou o investimento na saúde como um dos pontos-chave para a conquista. “Nem sempre é no tempo em que desejamos. Os processos demandam tempo. Eu e a secretária Michelle visitamos Brasília diversas vezes. Era um direito nosso, pois executávamos os serviços e precisávamos desse aporte. Temos trabalhado muito para melhorar as estruturas das nossas unidades de saúde. É um processo de transformação longo, demorado, mas a recompensa vem. Obrigado ao ministro Padilha e a todo o corpo técnico do Ministério da Saúde”.
“Provamos, por meio do faturamento dos serviços da saúde da Cidade, que produzíamos muito mais do que recebíamos de recursos anuais do Ministério da Saúde, especificamente na média e alta complexidade. Agora, dividiremos essa conta. O ministério repassa o que lhe compete e a Prefeitura segue custeando a outra parte”, explica a secretária da Saúde, Michelle Santos.
A secretária também ressalta a qualificação estrutural dos equipamentos de saúde como elemento fundamental para a aquisição do investimento. “Com o Hospital do Vicentino, por exemplo, passamos a realizar cirurgias eletivas, o que, até então, São Vicente não fazia. Essa melhoria entrou no estudo técnico, apontando que o serviço estava sendo devidamente realizado, mas sem o aporte do Governo Federal até então”.
Transformação
Desde o início do primeiro mandato, a atual gestão traçou um plano de reestruturação dos equipamentos de saúde, convertendo, desde então, entregas históricas como o Hospital do Vicentino – com cerca de 100 leitos de internação –, UBSs reformadas (18 das 26 e outras seis em obras), revitalização de diversas Unidades da Atenção Especializada e o novo Pronto-Socorro do Rio Branco. A transformação segue em andamento, com a construção do Complexo Materno Infantil e da primeira UPA 24h da história do Município.
“Temos um grande desafio na saúde pública. Dispomos de uma cidade com cerca de 80% da população dependente do SUS. Sabemos dos gargalos, mas é inegável o nosso esforço para tornarmos nossas unidades aptas a atender o vicentino com dignidade. O passado nos remete a unidades caindo aos pedaços, com infiltrações, como era no Crei. O futuro nos traz um horizonte de dias melhores, mais perto do que São Vicente merece. Falta muito, é claro, mas trabalhamos todos os dias para que as coisas melhorem”, concluiu Kayo Amado.