Administrar uma cidade escassa de recursos é uma tarefa complexa, principalmente quando se faz necessário enfrentar problemas negligenciados por décadas. Em São Vicente, os cinco anos de mandato do prefeito Kayo Amado — marcados por conquistas na saúde, educação e desenvolvimento urbano — também registram o marco histórico da quitação de mais de R$ 650 milhões de dívidas deixadas por gestões anteriores.
O passivo é fruto de diversos problemas herdados, como dívidas trabalhistas, previdenciárias — reduzidas em R$ 63 milhões —, obras sem prestação de contas, entre outros.
A Administração Municipal vem desenvolvendo medidas como decreto de contenção de despesas, eventos custados pela iniciativa privada, além da busca por parcerias com o Estado e o Governo Federal para aprimorar os critérios de execução dos repasses.
“Quando assumi, os salários estavam atrasados. Fechamos nosso quinto ano de mandato sem atrasar os salários dos servidores um dia sequer. Para quem imagina que São Vicente vive um céu de brigadeiro, não faz ideia dos desafios jurídicos, fiscais e financeiros que enfrentamos diariamente para manter a Cidade de pé”, pontua Kayo Amado.
O cenário enfrentado por São Vicente é dificultoso. A Cidade — 83ª do Brasil em termos populacionais — ocupa apenas a posição 4.822 em renda per capita, dispondo de receita menor do que 87% dos municípios brasileiros, segundo dados da Frente Nacional de Prefeitos (FNP). Tal contexto limita a capacidade de investimento do Município. Ainda assim, a gestão mantém o compromisso com a responsabilidade fiscal e atua junto aos entes federativos para o aprimoramento dos critérios de distribuição de recursos. No início de dezembro, o prefeito Kayo Amado assumiu a vice-presidência de Territórios Subfinanciados da FNP, buscando novas soluções para as mil cidades mais pobres do Brasil, que abrigam cerca de 78 milhões de brasileiros, enquanto as mil mais ricas concentram aproximadamente 14 milhões de habitantes.
Apesar dos desafios, a atual gestão sacramentou conquistas históricas para a Cidade, como a construção do Hospital do Vicentino, a construção em andamento da primeira UPA 24h da Cidade e desativação do Crei, a construção do Complexo Materno Infantil, as entregas inéditas de material e uniforme escolar e formaturas para os alunos da rede municipal, além da aprovação das contas dos exercícios de 2021 e 2022, após 11 anos de reprovações do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCESP).
O desenvolvimento de São Vicente também é reconhecido por meio de indicadores e premiações que consolidam o trabalho da Administração Municipal. Em 2025, o Município colheu resultados como a redução da taxa de gravidez na adolescência — que, em 2024, ficou abaixo de 10% pela primeira vez na década, fruto da política de disponibilização do implanon —, o salto da penúltima para a quinta posição no ranking de alfabetização da Baixada Santista e o prêmio Cidade Caminhável, reconhecimento concedido à Orla do Gonzaguinha como uma das três melhores áreas para caminhada no Brasil.
“A Cidade tem um rumo. Está se reorganizando. Falta muita coisa porque somos pobres — pobres porque o Brasil é um país injusto, com uma distribuição de riqueza igualmente injusta entre os municípios. Mas podemos dizer que hoje temos gestão e projeto para melhorar nosso futuro. Não é num estalar de dedos. É no dia a dia, semana a semana, mês a mês, ano a ano. Evoluindo, deixando para trás um passado difícil e olhando para frente”, concluiu Kayo Amado.