A escola integral AMEI Emília (Cidade Náutica) promoveu, na tarde desta terça-feira (31), uma oficina de confecção de bonecas representando diferentes etnias, como pretas, pardas e indígenas. A iniciativa teve como objetivo valorizar a cultura negra e dos povos originários, além de fortalecer a participação das famílias no ambiente escolar.
A atividade integra as ações da unidade voltadas à educação antirracista, reforçando um trabalho que já vem sendo desenvolvido desde 2025, quando a escola conquistou o selo de escola antirracista. A proposta também dialoga com o Procor (Programa de Combate ao Racismo), que atua na rede municipal com foco na valorização da diversidade.
De acordo com a diretora da unidade, Roberta de Lima, o projeto surgiu a partir da necessidade de dar identidade a esse reconhecimento. “Quando cheguei à escola, fui informada de que a unidade havia conquistado o selo de escola antirracista no ano anterior. A partir disso, surgiu a proposta de criar um espaço que valorizasse essa conquista e reforçasse essa identidade. Começamos explorando as questões dos povos originários, tendo como primeiro passo a confecção das bonecas. Depois, ampliamos com atividades de pintura, jogos e outras ações voltadas à diversidade racial”, explicou.
A diretora também destacou a importância de trabalhar o tema desde a primeira infância. “Atendemos crianças de 0 a 3 anos e entendemos que esse é o primeiro contato delas com essa linguagem. É fundamental que cresçam com noções de respeito e valorização das diferentes cores de pele. O preconceito não nasce com a criança, ele é construído ao longo da vida. Por isso, acreditamos que esse trabalho desde cedo é essencial para formar cidadãos mais conscientes e respeitosos”, completou.
A oficina contou com a participação dos responsáveis, fortalecendo o vínculo entre família e escola. Para Ágatha, mãe da pequena Emanuelly, de 3 anos, a experiência foi positiva. “Essa atividade é muito importante, principalmente porque ela tem dificuldade de interação. Foi muito interessante ver o interesse dela, já que nem sempre se envolve com facilidade. Acredito que ações como essa são importantes para todas as crianças”, afirmou.