“O futuro é uma folha pautada esperando a primeira anotação do ano”, afirmou Luis Fernando Verissimo, um dos principais nomes da literatura brasileira, falecido em agosto de 2025. Nesta sexta-feira (10), a AMEI (Ambientes Municipais de Educação Integral) que leva o seu nome, no Humaitá, recebeu cerca de 50 livros provenientes do acervo pessoal do escritor, incluindo obras de sua autoria.
A iniciativa teve início em 27 de janeiro, durante a inauguração da unidade. Na ocasião, a filha do autor, Mariana Verissimo, esteve presente e se emocionou ao ver o legado do pai sendo homenageado. Após a visita, decidiu contribuir com a escola por meio da doação de livros. “Voltei para casa feliz e querendo colaborar de alguma forma com a escola. Espero que os livros que agora doamos à biblioteca estimulem os novos leitores da AMEI que leva o nome do meu pai”, afirma.
Entre as obras doadas estão títulos como “Rosa Maria no Castelo Encantado” e “O Urso com Música na Barriga”, de Érico Verissimo (pai de LFV), além de livros como “O Monstro das Cores”, de Anna Llenas, e “Meu Avô Africano”, de Carmem Lúcia Campos.
A secretária de Educação, Michelle Paraguai, destacou a importância da iniciativa: “Receber livros do acervo pessoal de Luis Fernando Verissimo, nosso homenageado aqui na AMEI Humaitá, é uma imensa satisfação. Foi uma surpresa, pois imaginávamos receber apenas obras do autor, mas tivemos acesso ao seu acervo pessoal, o que representa uma grande riqueza para a nossa rede. Guardaremos esse material com muito carinho para os nossos alunos”.
Evento - O evento contou com apresentações musicais e teatrais realizadas pelos alunos, inspiradas no livro “Serena”, do escritor Bráulio Bessa. A obra narra a história de uma menina do sertão que sonha em voar e conhecer o mar.
“Idealizei esse projeto ao ver as imagens dos personagens sendo trabalhadas aqui na escola. Pensei que poderíamos desenvolver uma proposta de leitura, já que a identidade da unidade está voltada à alfabetização. Unimos a narrativa do livro, que é construída em rimas, com o desejo de apresentar a cultura nordestina. A história fala sobre sonhar, algo essencial para nossas crianças, especialmente aquelas que, muitas vezes, vêm de contextos em que esse estímulo é limitado. O projeto reforça a ideia de que é possível acreditar e realizar. Ver o encantamento dos alunos e das professoras foi a concretização de um sonho, que seguirá sendo desenvolvido ao longo do ano”, afirma a professora Marinilce Alves, responsável pelo projeto pedagógico desenvolvido na unidade.
Por Luan Guerato