Durante a semana de 13 a 17 de abril, alunos da escola integral AMEI Duque de Caxias (Jardim Guaçu) participaram de uma série de visitas pedagógicas à aldeia indígena Guarani Mbya – Paranapuã, localizada no bairro Japuí. A ação fez parte do projeto “Escola dentro da comunidade Associação Flor de Lis” e foi organizada de forma escalonada, com a participação de diferentes turmas a cada dia.
A iniciativa proporcionou aos estudantes uma imersão na cultura indígena, com rodas de conversa, contato com o artesanato, a culinária típica e o cotidiano da comunidade. A proposta busca ampliar o aprendizado para além da sala de aula, promovendo experiências que valorizam a diversidade cultural, os saberes ancestrais e a relação com o meio ambiente.
Para os alunos, a vivência foi marcante. “Eu achei muito legal conhecer como eles vivem e respeitam a natureza. Aprendi que a gente também precisa cuidar melhor do lugar onde vive”, contou Maria, do 4º ano. Já o estudante Mike destacou a experiência como algo transformador: “Foi diferente de tudo que eu já vi. Gostei de aprender sobre a cultura deles e perceber que existem outros jeitos de viver”.
A monitora ambiental Leticia Barros, colaboradora do projeto, ressaltou a importância da iniciativa como ferramenta de formação cidadã. “O projeto representa a união entre a escola e o território, ensinando, na prática, o verdadeiro significado do senso de comunidade”, afirmou.
O educador de capoeira Jorge Miguel de Azevedo, da União de Amparo a Comunidade de Escolas Públicas (UACEP), também destacou o impacto da atividade. “A visita das crianças à aldeia foi muito importante, pois proporcionou um aprendizado real, fora da sala de aula. Elas puderam conhecer de perto a cultura, os costumes e a relação dos povos originários com a natureza”, disse.
De acordo com a organização, o objetivo é despertar, desde a infância, o sentimento de pertencimento e incentivar a formação de cidadãos mais conscientes, empáticos e comprometidos com o ambiente em que vivem. A ação também reforça a importância de reconhecer e valorizar a história local e a identidade cultural na construção do conhecimento.
Ao longo da semana, as visitas consolidaram uma proposta de ensino que ultrapassa os limites da sala de aula e se apoia na diversidade cultural e às relações com o território onde vivem.
Por - Felipe Falcão