Cultura, talento e entretenimento se unem em São Vicente neste domingo (8). A partir das 17h30, a Primeira Cidade do Brasil recebe uma apresentação promovida pelo grupo de dança “Arrastão”. O espetáculo gratuito acontece na Praia do Itararé, ao lado do quiosque Ponto G/Cris (Avenida Manoel da Nóbrega, 1).
Após cinco dias de residência artística realizada na Unifesp, em Santos, os participantes apresentam em São Vicente o resultado do processo criativo desenvolvido sob mentoria da Cia Etra de Dança. O projeto já passou por Santos, e, agora, chega à Primeira do Brasil, transformando o espaço urbano em palco.
A residência artística contou com quase 100 inscritos da Baixada Santista, selecionados por meio de convocatória pública, com vagas prioritárias para pessoas negras, indígenas, trans e travestis e com deficiência, além de mães solo. Dez artistas locais foram escolhidos para integrar a experiência.
“Por cada cidade que passa, a performance se transforma, porque incorpora as vivências e as questões trazidas pelos artistas locais. Foram dias intensos de trocas e criação coletiva”, destaca Ariadne Fernandes, diretora geral da Cia Etra de Dança.
A proposta do grupo é ocupar espaços públicos e provocar reflexões sobre diversidade, convivência e os desafios da vida urbana. Inspirada em ações como flash mobs, a performance reúne dança, deslocamentos coletivos, cantos e interação direta com o público.
Um dos elementos centrais da obra é o uso do celular pelos próprios artistas, incorporado à coreografia como uma crítica à necessidade constante de registro e validação nas redes sociais. A apresentação convida o público a refletir sobre o direito de ocupar a cidade e sobre a arte como experiência compartilhada.
O projeto já passou por cidades como São Paulo, Campinas e Araraquara, encerrando o ciclo na Baixada Santista.
A iniciativa é viabilizada por meio do ProAC - Programa de Ação Cultural, com apoio da Lei Paulo Gustavo, e tem como objetivo valorizar artistas locais, promovendo o desenvolvimento da cena cultural e a remuneração dos participantes.
Por Maria Fernanda Lopes