No próximo domingo, 8 de março, é celebrado o Dia Internacional da Mulher, uma data que simboliza a luta por igualdade, respeito e reconhecimento. Na Guarda Civil Municipal (GCM), essa representatividade se traduz em números e, principalmente, em histórias de dedicação.
Atualmente, a corporação conta com 22 mulheres na Guarda, sendo 21 GCMs de 2ª classe e uma inspetora-chefe. Além disso, três mulheres atuam na Secretaria: uma servidora concursada e duas estagiárias. Essa presença fortalece a instituição e contribui diariamente para uma segurança mais humana e diversa.
Entre histórias de superação, liderança e rotina desafiadora, duas trajetórias representam tantas outras que fazem a diferença na corporação.
Liderança com amor e igualdade
GCM há 17 anos, Flávia Santana, atualmente inspetora-chefe, construiu sua trajetória com dedicação e estudo. Formada em Recursos Humanos, atua na área administrativa e é responsável pelo departamento pessoal da corporação.
“Sou GCM de 2ª classe há 17 anos e estou como inspetora há cinco. Hoje sou a única inspetora feminina. Sempre me senti no mesmo nível de conhecimento e responsabilidade. Isso é muito gratificante.”
Para Flávia, a liderança vai além da função: passa pelo cuidado com as pessoas.
“Eu trabalho com amor. Acredito que a mulher e o amor caminham juntos. A igualdade é uma luta constante, e precisamos sempre buscar nosso espaço, buscando novos conhecimentos.”
Ela também destaca os desafios fora do trabalho. “Nós trabalhamos fora e, quando chegamos em casa, seguimos com as responsabilidades. Tenho filhos, marido e um netinho, e conciliar tudo isso é desafiador. Mas, quando fazemos o que gostamos, é gratificante.”
Coragem que se multiplica
Também com 17 anos de corporação, a GCM de 2ª classe Lidiane dos Santos Siqueira vive uma rotina que exige organização e força emocional. Em regime de redução de jornada, divide o tempo entre o trabalho no Centro de Controle Operacional (CCO) e os cuidados com a filha de cinco anos, diagnosticada com mielomeningocele e operada ainda no útero.
“A rotina é bem corrida. Terapias, médicos, exames, escola. Mesmo quando estou aqui, estou pensando na agenda dela.”
Mãe solo, Lidiane encara uma jornada tripla. “Quando estou em casa, minha atenção é 200% voltada para minha filha. Além disso, há toda a responsabilidade da casa. No começo, eu tinha medo, pensava se daria conta. Mas a gente descobre uma força que nem sabe de onde vem.”
Hoje, ela fala com segurança sobre sua caminhada. “Não é fácil, mas é possível. A mulher tem essa capacidade de se desdobrar, de fazer duas, três coisas ao mesmo tempo. Apesar dos desafios, conseguimos fazer tudo com eficiência e satisfação.”
Mulheres que protegem — dentro e fora de casa
As histórias de Flávia e Lidiane representam tantas outras profissionais que atuam na Guarda Civil Municipal. Mulheres que protegem a cidade, organizam equipes, atendem ocorrências, acolhem a população e que, ao mesmo tempo, cuidam de suas famílias, superam medos e enfrentam desafios diários.
No Dia Internacional da Mulher, o reconhecimento vai além da homenagem. É a valorização de quem constrói, todos os dias, uma segurança mais forte, mais igualitária e mais humana.
Porque ser mulher na Guarda é proteger com coragem e servir com amor.