A Unidade Educacional (UE) Vila Jóquei realizou uma aula de defesa pessoal voltada às mães dos alunos, como parte da programação especial em alusão ao Mês da Mulher. A atividade reuniu 13 participantes e teve como objetivo apresentar técnicas básicas de proteção, além de promover um momento de aprendizado, conscientização e fortalecimento feminino.
Durante a ação, as participantes puderam aprender técnicas simples de defesa, como saídas de agarramento, proteção contra puxão de cabelo e estratégias para agir em situações de risco. A aula foi conduzida pela karateca Amanda Costa, que trabalha com defesa pessoal feminina.
“Eu trabalho com defesa pessoal feminina. Tendo visto os casos que estão tendo, são muitos casos. Então, é só para mulheres. Eu ensino os pontos que a gente pode atingir para inibir o adversário, o agressor, ou para ganhar tempo para que a gente possa fugir. Eu ensino as partes do corpo que a gente pode utilizar como arma, por exemplo, ponta de dedo, cotovelo, joelho e calcanhar”, explicou a professora de defesa pessoal feminina Amanda Costa.
A profissional também destacou que o foco da modalidade é preparar mulheres para reagirem de forma consciente em situações de risco.
“Eu ensino saída de agarramento, saída de puxão de cabelo, de estrangulamento e até mesmo de assédio, da pessoa vir e querer pôr a mão na sua cintura. Então eu ensino a sair dessas situações de forma que a mulher não entre em desespero e saiba como agir”, ressaltou Amanda Costa.
Segundo ela, mesmo mulheres que nunca tiveram contato com artes marciais conseguem aprender as técnicas.
“Quem não tem noção de nada, nunca praticou nenhuma arte marcial, consegue aprender. Eu comecei com essas aulas justamente para mulheres que não têm nenhuma noção, para que elas aprendam e saibam se defender caso precisem”, afirmou.
Defesa pessoal feminina
A defesa pessoal feminina reúne técnicas adaptadas de diferentes artes marciais, como karatê, taekwondo e jiu-jitsu, com o objetivo de ensinar estratégias simples e eficazes para situações de risco.
A prática prioriza movimentos rápidos e pontos estratégicos do corpo do agressor, permitindo que a vítima consiga se desvencilhar de agarramentos ou ataques e tenha tempo para fugir ou pedir ajuda.
Além das técnicas físicas, a modalidade também trabalha a conscientização e o estado de alerta, incentivando que as mulheres estejam atentas ao ambiente e saibam identificar possíveis situações de perigo.
Para as mães participantes, a experiência foi vista como uma oportunidade de aprendizado e reflexão sobre segurança e proteção.
“Eu achei muito importante, porque nos dias de hoje a gente precisa estar preparada para tudo. Então eu achei bem legal. Eu acredito que aprender essas técnicas vai me ajudar, porque daí eu já ando mais atenta”, destacou Joice Mendes, de 30 anos.
A participante também ressaltou a importância da iniciativa dentro do contexto do Mês da Mulher.
“Eu achei bem importante que eles estão pensando bastante nas mães. Isso daí é bom para não acontecer algo pior, como o feminicídio”, completou Joice.
Para Ana Carolina Matias, de 27 anos, a atividade trouxe aprendizado útil para o dia a dia.
“Eu achei legal, interessante e útil. Ainda mais nos dias de hoje. É bem útil para a gente, mulher principalmente, aprender a se defender”, afirmou.
Ela também contou que já teve algum contato com o tema por influência da família, mas pretende se aprofundar mais.
“Meu pai fazia e meu irmão também. Eles chegaram a fazer muay thai e taekwondo, então eu tinha algumas coisas que eles me passavam. Mas hoje, no mundo de hoje, a gente tem que procurar saber mais”, ressaltou Ana Carolina.
A participante ainda destacou a importância de transmitir esse conhecimento para as próximas gerações.
“É importante para nós, ainda mais para aprender a se defender e ensinar minha filha, que vai crescer e ser mulher no futuro”, completou.
De acordo com o diretor da unidade, a iniciativa foi pensada como uma forma de cuidado e conscientização para as mulheres da comunidade escolar.
“Pensamos numa forma de carinho, tendo em vista tudo que tem acontecido, sobretudo com as mulheres na questão da vulnerabilidade. A gente falou: por que não pensar em um momento diferenciado para que elas tenham pelo menos a noção básica de defesa pessoal?”, destacou o diretor da UE Vila Jóquei, Gerson Martins.
Ele também ressaltou que ações como essa contribuem para fortalecer o sentimento de proteção e apoio.
“A conscientização é importante para que a mulher não se sinta sozinha. Quando ela sabe que pode tentar se proteger, já é um caminho para que consiga encontrar uma saída numa situação difícil”, afirmou Gerson Martins.
A programação especial da escola para o Mês da Mulher continuará com outras atividades voltadas à comunidade escolar. Entre elas, está prevista uma oficina artesanal de miçangas e a possibilidade de uma palestra sobre saúde da mulher.
Por Julia Guedes Rodrigues de Lima