Em São Vicente, a diversidade da fauna é um reflexo direto das características naturais do município. Neste 14 de março, quando é celebrado o Dia Nacional dos Animais, a data reforça a importância da proteção, do respeito e dos cuidados com todas as espécies. O momento também chama atenção para o combate ao abandono e aos maus-tratos, além de incentivar a posse responsável, o bem-estar animal e a preservação da biodiversidade.
Com forte presença da Mata Atlântica e localização litorânea, São Vicente abriga ecossistemas importantes, como manguezais, costões rochosos e ambientes marinhos. Essa combinação cria condições para uma grande diversidade de animais, que podem ser encontrados tanto em áreas urbanizadas quanto em regiões de mata, mangue e mar.
Nos canais e manguezais do município, diversas espécies desempenham papel fundamental no equilíbrio ecológico local. Entre os crustáceos, destacam-se o caranguejo-uçá e o guaiamum, comuns nos lamaçais dos manguezais. Nos estuários, peixes como robalos, tainhas e paratis são frequentes e têm importância tanto para a cadeia ecológica quanto para a pesca artesanal.
As águas da região também recebem a visita de tartarugas marinhas, como a tartaruga-verde, a tartaruga-cabeçuda e a tartaruga-oliva. Elas são frequentemente avistadas próximas aos costões rochosos da Ilha Porchat, no Parque Estadual Xixová-Japuí e nas proximidades do píer dos pescadores.
Nos céus vicentinos, a observação de aves é uma atividade possível em diversos pontos da cidade. Entre as espécies registradas estão o tiê-sangue, símbolo da Mata Atlântica e conhecido pela plumagem vermelha vibrante do macho; o trinta-réis-de-bando, comum em praias e bancos de areia; e o suiriri, ave migratória que pode ser vista tanto em áreas urbanas quanto florestais.
Apesar dessa riqueza natural, a fauna ainda enfrenta desafios relacionados à pressão urbana, à poluição e ao avanço das construções sobre áreas naturais. Outro problema recorrente é a captura irregular de animais silvestres.
Animais silvestres não devem ser mantidos como pets. Além de prejudicar os próprios animais, essa prática pode trazer riscos sanitários e ambientais. A observação das espécies em seu habitat natural é a forma mais responsável e ética de conviver com a vida selvagem.
No Brasil, a captura e a manutenção de animais silvestres sem autorização dos órgãos competentes, como o Ibama, configuram crime ambiental, conforme a Lei Federal nº 9.605/98.
Em São Vicente, o Pelotão Ambiental da Guarda Civil Municipal e a Polícia Militar Ambiental atuam no combate ao tráfico de animais silvestres e no resgate de animais feridos. Após o atendimento, os animais são encaminhados para instituições parceiras, onde recebem tratamento adequado antes de serem devolvidos à natureza.
Por Luis Gomes