A Secretaria de Esportes de São Vicente (Sespor) realiza, nesta semana, a seletiva para formação da Seleção Vicentina de Futebol. Ao todo, mais de 40 jovens participam da avaliação. O objetivo é definir as equipes Sub-15, Sub-17 e Sub-20 que representarão o município em competições como os Jogos da Juventude, Jogos Regionais, Jogos Abertos e outros campeonatos regionais ao longo da temporada. Nesta quarta-feira (25), ocorre o último dia previsto da peneira.
Durante a seletiva, os atletas são avaliados por meio de jogos coletivos, modelo adotado para observar o desempenho real em campo. A comissão técnica analisa potencial técnico, condição física, posicionamento e movimentação dos participantes, etapa fundamental para a definição das equipes.
“A gente está formando as equipes. Então, a gente olha primeiro o potencial técnico do jogador, o potencial físico, se ele cumpre um requisito mínimo para ingressar na equipe e, posteriormente, também o posicionamento em campo e as movimentações. Mas a ideia é, principalmente, avaliar se ele tem uma condição técnica mínima e física para poder ingressar na categoria”, explicou o treinador Fred Topp.
As equipes formadas disputarão os Jogos da Juventude, com fase regional e estadual; os Jogos Regionais, realizados neste ano em Praia Grande; os Jogos Abertos; e demais campeonatos regionais.
“Principalmente nos Jogos Regionais e nos Jogos Abertos, muitos clubes como Santo André, São Bernardo, São Caetano e Osasco, que têm times profissionais, representam a cidade. Então, um garoto nosso aqui que esteja bem preparado possivelmente vai ser chamado para essas equipes também. A gente já teve atleta que participou comigo, em 2015, dos Jogos Regionais, foi artilheiro lá, fez cinco gols em cinco jogos e hoje joga no Catar. Ele saiu aqui do Japuí”, destacou o treinador.
Para os jovens, a seletiva representa a possibilidade de dar um passo importante rumo à profissionalização.
“Descobri assim, quando meu pai e meu tio jogavam futebol comigo. Sempre sonhei em me profissionalizar, sim, claro, buscando. Acho que nada impede, né? Se você quiser, tem que buscar. Se eu for aprovado nessa seleção, vai ser uma gratidão. Eu passar e ver que eu tô jogando bem, poder ajudar a equipe também. E subir aí. Voar com o mundão aí. Só jogar bem em equipe”, afirmou Felipe Augusto, de 16 anos.
“O futebol representa… uma emoção. Uma emoção. Comecei a sonhar com isso com uns oito, nove anos, por aí. Comecei a jogar no Gremetal, aí depois fui para o Jabaquara. Daí eu parei por causa dos estudos. Um desafio que eu enfrento é eu ser pequeno. Mas eu vou ficar muito orgulhoso se eu for aprovado”, declarou Gabriel Leonel, de 13 anos.
Segundo o treinador, a seletiva também fortalece o desenvolvimento do futebol no município e oferece continuidade aos jovens que passam pelas escolinhas e buscam espaço competitivo.
“É uma situação muito importante porque a gente tem muitas escolinhas de futebol, de futsal, e às vezes não há um direcionamento. O atleta faz toda a escolinha e, quando chega aos 13, 14 anos, não tem para onde ir. Aqui é uma oportunidade de ele estar na cidade dele, fazendo parte de uma equipe competitiva e tentando aparecer para outra, né? Para se destacar e trilhar também uma carreira profissional”, ressaltou Fred.
Por Julia Guedes Rodrigues de Lima