A professora de Ciências da rede municipal de São Vicente, Márcia Franco, teve o projeto “Oceano Vivo: o poder do protagonismo ambiental” incluído no relatório anual do Mutirão Azul da COP 30. O reconhecimento internacional está no rol de 67 soluções selecionadas por contribuírem para o fortalecimento de ações climáticas baseadas no oceano. A ação pedagógica foi desenvolvida pela docente em 2025, na Unidade Educacional Laura Filgueiras (Vila Mateo Bei).
O trabalho se destacou por envolver cerca de 500 estudantes do 6º ao 9º ano, protagonizando ações estruturadas nos eixos Biodiversidade, Poluição, Esporte e BioArte. Em parceria com o Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (PIBID) – Licenciatura em Ciências Biológicas (UNESP/IBCLP), a proposta promoveu oficinas, jogos, atividades táteis, práticas esportivas e produções artísticas que fortalecem a cultura oceânica e o protagonismo juvenil.
Com metodologia de baixo custo e caráter replicável, o projeto estimula a prática dos 5 Rs (Repensar, Recusar, Reduzir, Reutilizar e Reciclar), o uso consciente da água e a transformação de resíduos em materiais pedagógicos e esportivos. Os resultados alcançaram dimensões ambientais, sociais e econômicas, ampliando a consciência ecológica, fortalecendo competências socioemocionais e promovendo economia de recursos por meio da reutilização de materiais.
Ao ser incluído no relatório do Mutirão Azul, o “Oceano Vivo: o poder do protagonismo ambiental” passa a integrar um conjunto de ações reconhecidas por apresentarem resultados climáticos claros, mensuráveis, escaláveis e replicáveis — reforçando o papel da educação pública como protagonista na construção de soluções sustentáveis.
Para a professora Márcia Franco, a publicação do trabalho no relatório internacional representa um reconhecimento importante das ações de educação ambiental desenvolvidas na rede municipal. Segundo ela, a iniciativa evidencia o protagonismo dos estudantes na defesa do meio ambiente e reforça a importância de práticas educativas voltadas à sustentabilidade.
“A inclusão do trabalho ‘Oceano Vivo: o poder do protagonismo ambiental’ nos anais da COP30 representa um reconhecimento importante para a educação ambiental desenvolvida na rede municipal. A iniciativa destaca o papel dos estudantes como protagonistas na defesa do meio ambiente e reforça a relevância de ações educativas voltadas à sustentabilidade”, apontou.
Márcia também destacou que a participação em um evento de alcance mundial amplia o debate sobre a preservação ambiental e possibilita que experiências escolares ganhem visibilidade em um contexto global. Para ela, a COP30 reúne representantes de diversas nações para discutir metas ambientais e políticas de preservação do planeta, o que torna ainda mais significativo o fato de um projeto desenvolvido em escola pública integrar os anais do evento.
“O reconhecimento coloca a cidade de São Vicente e a UE Laura Filgueiras em evidência no cenário internacional, mostrando que iniciativas locais também podem contribuir para o debate global sobre sustentabilidade”, afirmou a professora, que este ano desenvolve a proposta na UE Pastor Joaquim Rodrigues da Silva (Náutica 3).
Márcia acrescenta que a publicação fortalece o papel dos estudantes e educadores como agentes ativos na construção de soluções ambientais, demonstrando que ações realizadas no ambiente escolar podem gerar impactos positivos que ultrapassam os limites da sala de aula e dialogam com desafios enfrentados por diferentes países.
O que é - O Mutirão Azul é uma iniciativa global com papel fundamental de identificar, reunir e dar visibilidade a soluções já existentes voltadas à preservação e restauração dos ecossistemas marinhos. A mobilização envolve diferentes atores — governos, academia, sociedade civil, empresas, povos indígenas e comunidades tradicionais — com foco especial na zona costeira e nas áreas marinhas. Das 67 soluções mapeadas, 48 são implementadas no Brasil (três no estado de São Paulo) e 19 em outras regiões do planeta.
Por - Renato Pirauá