Professores da Unidade Educacional Vera Lúcia Machado Massis (Náutica 3) participaram, na manhã desta quarta-feira (11), de uma visita às Casas Flutuantes, em Cubatão, como parte das ações de formação continuada vinculadas ao projeto “Entre a Serra e o Mar: territórios de vida, ancestralidade e resistência!”. Realizada durante o Horário de Trabalho Pedagógico Coletivo (HTPC), a ação proporcionou aos educadores uma vivência de campo voltada à compreensão de alternativas diante dos desafios socioambientais presentes nos territórios de manguezal e estuário da Baixada Santista.
A atividade ocorreu no Parque Linear do Jardim Casqueiro, às margens do Rio Casqueiro, onde está localizado o projeto considerado pioneiro no Brasil no campo da habitação de interesse social. As Casas Flutuantes foram desenvolvidas como alternativa às moradias em palafitas da Vila dos Pescadores, comunidade que reúne cerca de 9 mil habitantes. O grupo foi recepcionado pela diretora da Secretaria de Habitação de Cubatão, Karla Roncete, que, juntamente com sua equipe, apresentou o projeto.
As unidades habitacionais são construídas em aço naval e contam com sistemas sustentáveis de fornecimento de água, energia e tratamento de esgoto, com o objetivo de reduzir os impactos ambientais sobre o manguezal e os corpos d’água da região.
Durante a visita, os participantes puderam conhecer de perto uma iniciativa habitacional criada como alternativa às moradias irregulares instaladas em áreas de manguezal — problema historicamente presente na região e que provoca impactos significativos nos ecossistemas estuarinos. “A ideia foi aproximar os professores dessa realidade e das soluções propostas pelo poder público, ampliando repertórios e estimulando reflexões sobre território, justiça socioambiental e políticas públicas”, destacou a coordenadora pedagógica da UE, Paula Massae.
A vivência permitiu aos educadores refletir sobre temas como políticas públicas, habitação, conservação ambiental e direito ao território. A proposta também contribuiu para ampliar a compreensão sobre as relações entre sociedade e natureza, fortalecendo uma prática educativa crítica, territorializada e comprometida com a formação socioambiental dos estudantes.
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Por - Renato Pirauá