No dia 21 de março, é celebrado o Dia Internacional da Síndrome de Down, uma data dedicada à conscientização, inclusão e valorização das pessoas com a condição. Pensando nisso, a Prefeitura de São Vicente, por meio da Secretaria de Saúde (Sesau), destaca as políticas de atenção à saúde, reabilitação e acompanhamento multiprofissional, garantindo cuidado contínuo e promovendo o desenvolvimento, a autonomia e a qualidade de vida dos pacientes.
O atendimento às pessoas com suspeita ou diagnóstico de síndrome de Down tem início já nos primeiros dias de vida. “Quando a criança nasce, a identificação da síndrome de Down ocorre inicialmente por suspeita diagnóstica, a partir das características clínicas observadas. A partir disso, o paciente é encaminhado para avaliação com médico geneticista, que solicita exames específicos para confirmar o diagnóstico ou identificar outras síndromes genéticas”, explicou a médica e diretora de Atenção Primária à Saúde, Paola Almeida Bueno de Camargo Canas.
Após a confirmação, o acompanhamento passa a ser realizado na Atenção Básica. Caso o paciente apresente condições associadas à síndrome, ele pode ser encaminhado pelo pediatra da unidade de referência para serviços especializados, de acordo com a necessidade.
No município, crianças de até 12 anos com deficiência, incluindo a síndrome de Down, contam com atendimento no Centro de Reabilitação Física São Camilo. No local, têm acesso a acompanhamento com neuropediatra, além de profissionais como fisioterapeuta, fonoaudiólogo, terapeuta ocupacional, psicólogo e nutricionista, conforme a necessidade de cada caso.
Outro serviço disponível são as unidades Reabilitar I, na Área Insular, e Reabilitar II, na Área Continental, que oferecem assistência voltada à habilitação e reabilitação de pacientes com deficiência a partir dos 12 anos. Nessas unidades, o cuidado é realizado por equipe multiprofissional, composta por fisioterapeutas, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais, psicólogos, assistentes sociais, enfermeiros e nutricionistas.
“É importante destacar que não existe um tratamento específico para a síndrome de Down em si, mas sim para as condições associadas que podem estar presentes. Alguns pacientes podem apresentar atraso no neurodesenvolvimento, enquanto outros podem ter cardiopatias congênitas ou outras demandas de saúde. Por isso, o cuidado é sempre individualizado”, enfatizou o coordenador de Reabilitação Física e Respiratória, Rodrigo Januário Ferreira.
Complementando esse cuidado realizado pela rede municipal, a Apae de São Vicente, em parceria com a Prefeitura, atua como referência na região, oferecendo atendimento especializado a pessoas com deficiência intelectual. O atendimento é realizado por uma equipe composta por médicos, psicólogos, fonoaudiólogos, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, enfermeiros, assistentes sociais, pedagogos e cuidadores. Entre os serviços oferecidos estão o ambulatório de saúde, a escola de educação especial, centros especializados, residências inclusivas e programas de capacitação, todos voltados para o desenvolvimento cognitivo, motor e social dos usuários, desde a infância até a vida adulta.
Gratuidade no Transporte Municipal e Intermunicipal – A solicitação da gratuidade no transporte público municipal pode ser feita presencialmente nas unidades Reabilitar I e II, de acordo com a área de residência do solicitante. Para residentes na Área Insular, o atendimento ocorre no Reabilitar I (Avenida Minas Gerais, 19 — Vila São Jorge), com funcionamento de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h. Já para os residentes na Área Continental, a solicitação é feita no Reabilitar II (Avenida Deputado Ulisses Guimarães, 601 — Jardim Rio Branco).
Para solicitar o benefício, é necessário apresentar documentação pessoal e comprobatória da deficiência, incluindo CPF, RG, comprovante de residência atualizado, termo judicial de guarda ou tutela (quando aplicável), certidões de nascimento ou casamento, relatório médico recente com CID e laudos de exames. Também podem ser exigidos documentos relacionados a vínculos empregatícios ou previdenciários, dependendo do perfil do solicitante. Em casos de renovação, perda ou roubo, é necessário apresentar a carteirinha antiga ou o boletim de ocorrência.
Para o transporte municipal, o interessado deve comparecer ao Posto Rodoviário (Avenida Capitão-Mor Aguiar, 798 — Centro), de segunda a sexta-feira, das 8h às 11h30 e das 12h30 às 18h, ou à Subprefeitura (Avenida Deputado Ulisses Guimarães, 211 — Jardim Rio Branco), das 9h às 17h, levando o laudo médico previamente validado pela unidade de saúde.
No caso do transporte intermunicipal, após iniciar o processo na unidade de referência, é necessário agendar a captura da foto. Cerca de 15 dias depois, o usuário deve entrar em contato com a unidade para verificar a disponibilidade do documento e retirá-lo no mesmo local.