Em celebração à Semana do Artesão, o Fundo Social de Solidariedade (FSS) de São Vicente promove, nesta semana, a Feira do Artesão no Paço Municipal. A iniciativa reúne 25 artesãos da cidade, entre profissionais reconhecidos e ex-alunos dos cursos de capacitação do Fundo Social, que expõem e comercializam seus produtos até quinta-feira (19).
Realizada no Paço Municipal, a feira tem como objetivo valorizar o trabalho artesanal e oferecer aos profissionais um espaço para divulgar e vender suas produções. Entre os itens disponíveis, estão bolsas, pesos de porta, panos de prato, peças em feltro, crochê, amigurumis e diversos artigos temáticos.
Para muitos participantes, o artesanato começou como uma atividade terapêutica, e, com o tempo, também se tornou fonte de renda.
“Bem, aos 9 anos minha mãe me ensinou a fazer correntinha, alguns pontinhos, etc. Eu larguei de mão, pensei: ‘ah, não dá para mim’. Aí aconteceu um fato triste comigo, e eu peguei o crochê como se fosse uma terapia. E realmente tem dado certo. Tem sido a minha terapia para tudo, entendeu? Foi assim que eu comecei”, contou a artesã Paula Lima, de 50 anos.
Ela também participou de cursos oferecidos pelo Fundo Social, experiência que ajudou a ampliar suas possibilidades dentro do artesanato.
“Antes eu vendia só em casa, mas eu ficava muito fechada, não conversava com ninguém, nem dava bom dia para os vizinhos. Eu estava ficando muito estressada. Aí surgiu a oportunidade de fazer um curso de costura no Fundo Social da Prefeitura. Chegando lá, fui vendo as outras coisas que aconteciam, o pessoal começou a falar que tinha feira e que dava para expor. Aí eu comecei a participar”, relatou.
A artesã apresenta amigurumis com uma proposta diferenciada.
“O meu é diferente. Ele não é o amigurumi tradicional, que é um fio mais liso. O meu é amigurumi fluffy, baseado nos amigurumis das americanas e das tailandesas. Eu faço em formato de bichinhos, a grande maioria, florzinha, bichinho, carrinho. Dá para fazer tudo”, explicou.
Ela também destacou a importância da oportunidade de expor seus produtos no evento.
“Estou gostando. Espero que tenha muitas outras para poder repetir isso. Se tiver de novo, com o maior prazer eu volto, faço mais peças e trago tudo de novo. Espero que só tenha muito mais novidades”, afirmou.
A artesã Cleia Chaves, de 59 anos, também encontrou no artesanato uma forma de ocupar o tempo e desenvolver sua criatividade.
“Eu comecei assim: quando meus filhos foram fazer faculdade, o meu tempo ficou um pouco ocioso. Eu comecei a fazer artesanato, comecei com patchwork e costura criativa. Agora eu estou no feltro. Comecei assim e gostei, é uma terapia”, contou.
Cleia também participou de cursos oferecidos pelo Fundo Social, experiência que impulsionou seu trabalho.
“Olha, o curso no Fundo Social eu amei. Inclusive eu fiz o de Páscoa lá, porque eu sou muito temática. Eu gosto muito de Páscoa e Natal. Fiz o curso e amei, e aí comecei a fazer as feiras do Fundo Social”, relatou.
Na feira, ela comercializa diversos produtos artesanais.
“Eu faço necessaires, bolsas e hoje trouxe muita coisa de Páscoa: guirlanda, ninho, porta-batom, bombom, bala, puxa-saco. Faço necessaires, bolsas, faço muita coisa”, explicou.
Para a artesã, iniciativas como essa são fundamentais para fortalecer o trabalho dos profissionais da área.
“Esse espaço que o Fundo Social oferece é maravilhoso para nós artesãs, porque é um risco, você pode vender ou não, mas está contribuindo para divulgar o seu trabalho. Então é maravilhoso o espaço que eles dão para a gente”, destacou.
Além de representar uma atividade criativa, o artesanato também contribui para a renda familiar.
“Sim, ele contribui para a renda, porque você às vezes faz e vende, pega encomendas. Então isso é uma boa fonte de renda e você faz no seu tempo livre, em casa”, completou.
Serviço
A Feira do Artesão acontece até quinta-feira (19), das 10h às 16h, no Paço Municipal de São Vicente, localizado na Rua Frei Gaspar, 384. A exposição é aberta ao público.
“É uma oportunidade maravilhosa que abrimos para que os empreendedores locais possam exibir seus talentos. Além disso, trazemos ao munícipe uma oportunidade de colaborar com esse trabalho e descorar sua casa com algum produto muito bacana. No Fundo Social, buscamos isso. Criar mecanismos para que a pessoa possa desenvolver novos talentos e, consequentemente, autonomia financeira.
Por Julia Guedes Rodrigues de Lima