Roda de conversa sobre autocuidado, saúde mental, reabilitação física e o processo de se redescobrir além do tratamento. Essas foram as atrações da ação em celebração ao mês da mulher, na quinta-feira (12), para pacientes do Reabilitar I.
A primeira parte do encontro foi marcada por uma roda de conversa conduzida pela psicóloga, Larissa Malhado de Abreu Novaes e pela assistente social, Luciana Gonçalves. Durante o bate-papo, o tema do autocuidado foi discutido sob diferentes perspectivas.
“Discutimos a importância do cuidado integral, especialmente para mulheres que, ao longo da vida, assumem o papel de cuidadoras na família. Falamos também sobre o cuidado físico, mental e espiritual, incentivando a busca por bem-estar através da prática de esportes, da fé e do convívio social, enfatizando a importância de participar de eventos familiares. A gente sempre foca nesse pós, não ficar só focado na doença”, comentou Luciana.
A psicóloga da unidade ressaltou que a reabilitação vai além do tratamento físico, oferecendo às mulheres a chance de se redescobrirem: “Durante a ação, discutimos a importância do autoconhecimento, permitindo que elas reflitam sobre suas trajetórias e sobre o que é possível alcançar, independente do diagnóstico. Este momento de reflexão, especialmente no mês da Mulher, visando empoderar e ajudando elas a entender sua jornada de maneira mais ampla. O objetivo é que elas se vejam como indivíduos completos, com potencial para viver plenamente, sem ser definidas apenas pela doença que enfrentam".
A segunda parte da ação foi dedicada à reabilitação física, com uma sessão de fisioterapia que envolveu exercícios de fortalecimento muscular, atividades cardiovasculares e coordenação motora, essenciais para o processo de recuperação.
Quem participou foi Cristina Teixeira, paciente do Reabilitar I há dois anos. Ela iniciou seu processo de reabilitação após o diagnóstico de Parkinson: "Em 2018, eu ainda não sabia que tinha Parkinson, fiquei seis anos sem diagnóstico. Foi um médico que me indicou o Reabilitar, algo que eu não conhecia.
Comecei com fisioterapia, fonoaudiologia, terapia ocupacional e psicologia. Aí, veio a pandemia e tudo parou. Quando as atividades retornaram, consegui finalmente o diagnóstico e pedi ao meu neurologista para continuar a fisioterapia, porque, para mim, é 50% do tratamento. E é por isso que estou aqui".
O caminho de reabilitação de Cristina não foi fácil, mas a unidade Reabilitar I foi crucial para que ela compreendesse a importância do tratamento contínuo e do acompanhamento multidisciplinar: “É uma parte fundamental, especialmente com o Parkinson. A dinâmica de grupo é ótima, porque você aprende mais e se solta. Poder compartilhar esses momentos com os outros, deixa tudo mais leve. Sou muito grata a unidade por esse serviço”.
A secretária da Saúde, Michelle Santos, destacou a importância de ações como essa para o fortalecimento da saúde integral das mulheres: "Este evento promovido pelo Reabilitar I é um exemplo de como podemos integrar cuidados físicos, emocionais e sociais no processo de reabilitação. O autocuidado e a reflexão sobre a trajetória de cada uma dessas mulheres são essenciais para uma recuperação mais completa. É com ações como esta que conseguimos transformar a vida das pacientes, oferecendo não só tratamento, mas também apoio psicológico e social, permitindo que se redescubram e encontrem forças para seguir em frente”.
Por Guilherme Gebara