A Prefeitura de São Vicente, por meio da Secretaria de Educação (SEDUC), deu início ao cronograma de 2026 do projeto “Alfabetizar é Pertencer”. O encontro inaugural reuniu professores do 1º e 2º anos da rede municipal para uma formação que conecta o aprendizado da leitura e escrita ao fortalecimento da identidade e à redução de disparidades educacionais.
Desenvolvido em parceria com o Instituto Motriz, o projeto utiliza a análise de dados com recorte étnico-racial para orientar práticas pedagógicas que promovam a equidade. O objetivo é que o processo de alfabetização ocorra em diálogo direto com o território, a história e a cultura brasileira, destacando as raízes da primeira cidade do Brasil.
A secretária de Educação, Michele Paraguai, reforça que o projeto é um compromisso da rede para potencializar resultados no dia a dia da sala de aula.
“O 'Alfabetizar é Pertencer' traz mais olhar para o território e para as práticas de alfabetização que potencializam nossos dados. O aprendizado é ligado à identidade. No material que os professores recebem, já existem sugestões de práticas que utilizam os patrimônios da nossa cidade, os lugares históricos e até referências gastronômicas locais, como o pé de moleque”, explica a secretária.
Impacto na Sala de Aula
Cristiane Soares, coordenadora da AMEI Parque São Vicente “Maria de Lourdes Batista”, destaca a importância de os alunos se enxergarem nos profissionais da educação.
“É necessário fomentar nossos educadores para que os estudantes pretos, pardos e indígenas se reconheçam em todos que estão no chão da escola. Como coordenadora, incentivo nossos professores a inserir o protagonismo negro na literatura, e esse encontro nos enriquece de conhecimento para fazer esse trabalho”, afirma.
O projeto reflete diretamente na percepção dos alunos e na construção de um ambiente escolar mais inclusivo. Para a professora Celeste Lima, da AMEI Rei Pelé, a formação ajuda a abrir novos horizontes pedagógicos:
“A gente ouve uma palestra e já pensa naquele aluno específico. Estamos trabalhando projetos que mostram para a criança que a cor não faz diferença e que somos todos iguais. É uma base muito importante”.
A formação terá continuidade com encontros presenciais e remotos, totalizando uma carga horária de 30 horas para professores e coordenadores, consolidando a alfabetização como o eixo estruturante da política educacional de São Vicente.
Instituto Motriz
O Instituto Motriz é uma organização do terceiro setor que atua em parceria com gestores públicos para fortalecer a educação básica. Especializado em implementar políticas educacionais baseadas em evidências, o instituto apoia as redes de ensino no desenvolvimento de competências de gestão e na aplicação de práticas pedagógicas que buscam a equidade.
No projeto “Alfabetizar é Pertencer”, a consultoria técnica da Motriz foca no uso inteligente de dados educacionais para identificar e corrigir desigualdades, garantindo que o processo de alfabetização seja inclusivo e conectado às particularidades culturais de cada território.
Desenvolvido em parceria com o Instituto Motriz, o projeto utiliza a análise de dados com recorte étnico-racial para orientar práticas pedagógicas que promovam a equidade. O objetivo é que o processo de alfabetização ocorra em diálogo direto com o território, a história e a cultura brasileira, destacando as raízes da primeira cidade do Brasil.
A secretária de Educação, Michele Paraguai, reforça que o projeto é um compromisso da rede para potencializar resultados no dia a dia da sala de aula.
“O 'Alfabetizar é Pertencer' traz mais olhar para o território e para as práticas de alfabetização que potencializam nossos dados. O aprendizado é ligado à identidade. No material que os professores recebem, já existem sugestões de práticas que utilizam os patrimônios da nossa cidade, os lugares históricos e até referências gastronômicas locais, como o pé de moleque”, explica a secretária.
Impacto na Sala de Aula
Cristiane Soares, coordenadora da AMEI Parque São Vicente “Maria de Lourdes Batista”, destaca a importância de os alunos se enxergarem nos profissionais da educação.
“É necessário fomentar nossos educadores para que os estudantes pretos, pardos e indígenas se reconheçam em todos que estão no chão da escola. Como coordenadora, incentivo nossos professores a inserir o protagonismo negro na literatura, e esse encontro nos enriquece de conhecimento para fazer esse trabalho”, afirma.
O projeto reflete diretamente na percepção dos alunos e na construção de um ambiente escolar mais inclusivo. Para a professora Celeste Lima, da AMEI Rei Pelé, a formação ajuda a abrir novos horizontes pedagógicos:
“A gente ouve uma palestra e já pensa naquele aluno específico. Estamos trabalhando projetos que mostram para a criança que a cor não faz diferença e que somos todos iguais. É uma base muito importante”.
A formação terá continuidade com encontros presenciais e remotos, totalizando uma carga horária de 30 horas para professores e coordenadores, consolidando a alfabetização como o eixo estruturante da política educacional de São Vicente.
Instituto Motriz
O Instituto Motriz é uma organização do terceiro setor que atua em parceria com gestores públicos para fortalecer a educação básica. Especializado em implementar políticas educacionais baseadas em evidências, o instituto apoia as redes de ensino no desenvolvimento de competências de gestão e na aplicação de práticas pedagógicas que buscam a equidade.
No projeto “Alfabetizar é Pertencer”, a consultoria técnica da Motriz foca no uso inteligente de dados educacionais para identificar e corrigir desigualdades, garantindo que o processo de alfabetização seja inclusivo e conectado às particularidades culturais de cada território.