A Secretaria de Meio Ambiente (Semam), em conjunto com a Sabesp, realizou nos dias 5 e 6 de maio a Operação Caça Esgoto, uma fiscalização voltada à detecção de possíveis irregularidades na rede de esgoto no entorno da Praça 22 de Janeiro.
Para a realização do teste, foi utilizado um corante não tóxico, aplicado no sanitário. Após a descarga, o fluxo da água é monitorado para identificar a existência de ligações clandestinas ou falhas no sistema.
O esgoto doméstico, proveniente de descargas sanitárias e pias, pode conter gordura e deve passar inicialmente por uma caixa de inspeção, conhecida como caixa de gordura.
Após essa etapa, o efluente é direcionado à rede coletora da Sabesp, com acesso pelo passeio ou pelo primeiro terço da via pública, por meio das caixas de visita (PV), identificadas por tampas de ferro. Essa rede de tubulação conduz o esgoto até a estação elevatória, que o bombeia para a Estação de Tratamento de Esgoto (ETE), neste caso, o IPC, onde é tratado.
Subsecretário de infraestrutura ambiental e saneamento, Fábio Orlandi, detalha como ocorre a operação “Essa ação, denominada Operação Caça Esgoto, realizada pela Prefeitura em parceria com a Sabesp, é necessária para identificar possíveis vazamentos ou ligações clandestinas nas redes domiciliares. O correto é que os resíduos sejam direcionados para tratamento de esgoto, e não para a galeria de águas pluviais, como ocorre em casos irregulares."
Alexandre Alves, fiscal da Sabesp, explica os impactos dessa prática no dia a dia da população:
“A distinção entre águas pluviais e esgoto é fundamental. Antigamente, era comum a conexão indevida das águas pluviais à rede de esgoto. Essa prática sobrecarrega o sistema, pois, em casos de enchentes, toda a água da chuva é direcionada à rede de esgoto, comprometendo o tratamento."
Por Luis Gomes