Após dois anos na fila de adoção, Luciana Cavalcante viveu o momento que transformaria sua vida ao receber uma ligação informando que uma bebê recém-nascida aguardava por ela no hospital. Neste Dia das Mães, a história da moradora de São Vicente com a pequena Lorena relembra que a maternidade também pode ser construída pelo acolhimento, pela espera e pelo amor cultivado diariamente.
O desejo de ser mãe sempre esteve presente em sua vida. Depois de descobrir que não poderia engravidar de forma convencional, ela decidiu iniciar o processo de adoção. Durante esse período, a expectativa fazia parte da rotina. “Foram dois anos de muita angústia, porque eu desejava muito ter uma criança”, relembra.
A notícia tão aguardada chegou em uma sexta-feira, enquanto trabalhava. Do outro lado da linha, veio a informação de que havia uma bebê à sua espera. Ao chegar ao hospital, encontrou Lorena em um berço. “Foi muito emocionante. Quando a enfermeira trouxe aquele bebê, a única coisa que eu pensei foi: eu quero pegar minha filha no colo”.
A chegada da criança aconteceu de forma rápida e inesperada. Sem tempo para preparar quarto ou enxoval, Luciana saiu do hospital e foi direto a uma loja no Centro da cidade para comprar os primeiros itens necessários. “Comprei duas roupinhas, uma mamadeira, uma chupeta e uma lata de leite”, conta.
Nos dias seguintes, amigos e colegas de trabalho ajudaram a família com doações de roupas, fraldas e produtos para a bebê. “Fiquei seis meses sem precisar comprar nada. Minha filha foi muito abençoada desde o primeiro dia”, lembra.
Hoje, aos 19 anos, Lorena fala sobre a adoção com naturalidade e orgulho. Para ela, a história construída ao lado da mãe sempre foi motivo de gratidão. “Se a pessoa foi adotada, ela foi escolhida. Não foi algo por acaso. Alguém a quis, a amou e decidiu dar a ela uma vida”.
Lorena também destaca a admiração que sente pela mãe. “Desde criança, vejo minha mãe como uma mulher guerreira, trabalhadora, esforçada e muito amorosa. Ela é minha inspiração até hoje”.
Neste Dia das Mães, Luciana deixa uma mensagem para pessoas que desejam construir uma família por meio da adoção. “Se esse é o seu sonho, não desista. A pessoa não é menos mãe ou menos pai por adotar. O amor é construído no dia a dia, com cuidado, carinho e presença”.
Ao falar sobre a mãe, Lorena resume o sentimento da relação construída ao longo dos anos. “Eu te amo. Você me fez uma mulher forte”.
"Mãe não é apenas quem gera, é quem espera, é quem insiste, é quem acolhe, mãe é quem escolhe amar todos os dias", concluiu.
Luis Gomes