A manhã desta sexta-feira (20) foi marcada por conscientização nas escolas da rede municipal de São Vicente. As unidades educacionais UEs Armindo Ramos (Samaritá) e Mauro Godoy (Náutica) promoveram ações voltadas ao Dia da Síndrome de Down, com propostas distintas. Na Armindo Ramos, alunos do Projeto Especial 2 participaram de uma programação com atividades e palestras integradas entre os estudantes, enquanto a Mauro Godoy desenvolveu ações de conscientização, como o uso de meias diferentes em alusão à data.
Na Unidade Educacional Armindo Ramos (Samaritá) o encontro começou com uma palestra ministrada pelo professor Fray Gonçalves Santana, que trouxe reflexões sobre a síndrome, destacando a importância do respeito às diferenças e da construção de uma sociedade mais igualitária desde a base escolar. A escuta atenta dos alunos logo deu lugar à interação, com dinâmicas pensadas para estimular a participação coletiva.
Entre as atividades, máscaras com dança, o “abraço colorido” e o pareamento de cores transformaram o espaço em um cenário de aprendizado ativo. Mais do que propostas recreativas, as ações incentivam o contato direto entre os alunos das unidades, promovendo empatia e colaboração de forma natural e espontânea.
Para o professor Fray essa iniciativa tem o objetivo de expandir a conscientização para fora das escolas. “A integração vivida nesse dia mostra o quanto o respeito e a inclusão fazem diferença na prática. Mais do que uma data, é um lembrete de que essas atitudes precisam acontecer todos os dias, dentro e fora da escola, valorizando cada pessoa em sua singularidade”.
Já na UE Mauro Godoy, os alunos e equipe aderiram ao uso de meias diferentes, símbolo mundial do Dia da Síndrome de Down. Inspirada no formato dos cromossomos, a ação reforça a ideia de que ser diferente é natural, e merece ser celebrado.
“É muito importante que as crianças aprendam, desde cedo, a respeitar e valorizar as diferenças. Quando falamos sobre a Síndrome de Down de forma simples e natural, ajudamos elas a entender que cada pessoa é única e tem seu próprio jeito de ser. Assim, elas crescem mais acolhedoras, respeitosas e preparadas para conviver bem com todos” destaca a secretária de Educação, Michelle Paraguai.
Por Jessica Costabile